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As dicas da Ba

Um blog 360º com dicas e sugestões para as diferentes áreas da vida.

Adenoides e amígdalas: quando operar?

Ba 21.08.13

Há já algum tempo que o meu filho mais velho não anda a respirar bem, sobretudo durante o sono. Além de ressonar bastante comecei a notar que fazia apneias (ficava uns segundos sem respirar), se inicialmente até não me parecia muito preocupante, porque a pediatra dizia que por breves segundos poderia apenas estar relacionado com a posição, quando o tempo de apneia passou a ser maior, comecei a ficar um pouco mais preocupada.

A verdade é que ele além de não respirar bem está quase sempre com o nariz entupido, e até descobrir a melhor técnica para limpar o ranho do nariz (Rhinomer e aquelas garrafinhas pequeninas de soro eram para esquecer, a par do aspirador nasal), as ranhocas tendiam a causar infecções que resultavam em otites. 

O aumento da frequência levou-me a procurar mais informação e foi então que resolvi marcar uma consulta com um otorrino especialista em otorrinolaringologia pediátrica e síndrome de apneia obstrutiva do sono da criança.

Nem de propósito, no dia da consulta o pequeno mais velho cá de casa teve  pior noite de sempre. Acordou por 3 vezes a chorar aos gritos aflito porque não conseguia respirar. Como veio dormir para a nossa cama, pelo menos por duas vezes contabilizei cerca de 12 segundos de apneia (segundo me informei, a partir de 10 segundos já consideram uma apneia longa).

Mal entrou no consultório o médico reparou logo que não respirava bem em repouso. Ele respira pela boca, não pelo nariz. Depois lá lhe viu a garganta, os ouvidos e nariz (tudo com muito custo e a criança assustada com a maquinaria toda). E o veredicto foi que teríamos de marcar alguns exames mas que muito provavelmente (90%) de hipóteses terá de ser operado às amigdalas e aos adenoides (eu também em miuda estive quase para ser mas já não sei como escapei). Apesar de saber que é uma cirurgia simples, o coração de mãe fica sempre apertadinho. Mas sei que será para o bem dele.

Fui à procura de mais informação, e o que encontrei que melhor explicava a questão foi este artigo (clique aqui).

De salientar que a intervenção cirúrgica demora cerca de meia-hora e é realizada sob anestesia geral. Habitualmente a criança tem alta menos de 24 horas após a cirugia.

Quer os adenoides, quer as amígdalas são extraídas pela boca, sem realizar qualquer corte na pele.

Para além dos riscos associados a qualquer anestesia geral que são hoje muito raros, a principal complicação da amigdalectomia e/ou adenoidectomia é a hemorragia, que também é pouco frequente.

Depois da amigdalectomia surgem na zona de intervenção umas crostas brancas. Estas crostas podem-se manter cerca de 10 dias e não são sinal de infeção, mas sim a evolução normal do processo de cicatrização.

Em todo o caso recomendam que se tem dúvidas quanto à necessidade de uma destas cirurgias deve contactar o médico que acompanha e tomar a decisão em conjunto com o otorrino.

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