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As dicas da Ba

Um blog 360º com dicas e sugestões para as diferentes áreas da vida.

O telefonema da escola que não queremos receber...

Ba 20.01.16

Telethon.jpg

Toca o telefone. Não reconheço o número e atendo: "Estou..."

Do outro lado não fala ninguém e insisto: "Estou sim..."

Finalmente, do outro lado da linha uma voz familiar: "Estou mãe, fala aqui da escola. É a professora L."

- "Olá professora, tudo bem?"

- "Mais ou menos, mãe". O meu coração desacelera...

- "Então, o que é que se passa?", pergunto.

- "É o nosso pequeno. Ele estava a brincar lá em baixo...", e eu interrompo com um longo "siiimmmmm...". 

- "Sabe eles são rapazes, e estavam a correr para a balizar e depois houve um choque". E eu insisto: "siiimmmm" (na minha cabeça já só fico à espera de ouvir qualquer coisa do género, partiu isto ou aquilo)

- "E ele bateu com a cabeça e fez um corte no olho". A professora sem me deixar falar continua a dizer "é um corte pequenino no sobrolho. Mas está a deitar sangue e ele chorou muito e se calhar o melhor é ser visto". 

E eu só respondo: "Ok. Vou já buscá-lo". Este é o tipo de telefonema que sempre que ligam da escola ficamos com receio de receber. Não é à toa que a primeira coisa que dizem é: "mãe, é da escola mas está tudo bem". E depois lá dão o recado. Mas desta vez não estava tudo bem. O meu pequeno tivera o seu primeiro (espero que único) acidente escolar que implicava uma deslocação ao hospital. 

Pus-me no carro e qual mãe com asas, qual quê. O carro parecia o Batmobile. No caminho só pensava no meu pequeno. Em como devia estar assustado. O facto de não ter partido nada tranquilizava-me. Mas precisava de lhe dar mimo. Em menos de nada cheguei à escola. Lá estava ele sentado a choramingar. Quando me viu largou num pranto. Tinha um bloco de gelo com um papel. Quando retirou para mostrar lá estava o malandro do golpe no sobrolho do meu pequeno. À partida não parecia ser grave mas nada como ir ao médico até porque talvez precisasse de um pontinho.

Cheguei ao hospital e ainda tive uma cena engraçada (que não teve graça na altura). A senhora da recepção viu-me a retirar a senha e eu com ele ao colo (e ele já não é leve), percebe o meu olhar, desvia o telefone e diz: "tem de esperar um bocadinho". Ao que eu respondo: "Não pode é ser muito porque está com isto aberto". Pronto, a senhora lá percebeu que era melhor desligar o telefone. Entrou para a triagem e depois entrou direto para ser visto. Com muito choro e gritos lá limparam o corte e a coisa resolveu-se com uma espécie de uma cola cicatrizante (eu só pensava, o jeito que isto tinha dado no meu tempo quando jogava hóquei em patins. Sim, porque cheguei a jogar com pessoas que depois de boladas e stikadas punham apenas uma ligadura e jogavam de cabeça aberta. Grandes malucas!).

Depois da cola, de ser visto lá recebeu alta  e acabámos por ir os dois almoçar aos hamburgueres, até porque ele precisava de um miminho. Felizmente não foi nada de grave e já anda aos piparotes. Aguenta coração de mãe!

 

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