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As dicas da Ba

Um blog 360º com dicas e sugestões para as diferentes áreas da vida.

Banco de Portugal lança aplicação que permite calcular taxas de juro

Ba 06.04.15

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O Banco de Portugal lançou uma aplicação para smartphones e tablets que permite fazer simulações de taxas de juro, e o valor final conforme os juros aplicados, assim como calcular as taxas de câmbio de moedas estrangeiros (onde tem de ser indicada a data da conversão).

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Além disso, a aplicação permite ainda aceder às intervenções públicas do Governador, Vice-Governadores e outros elementos do Conselho de Administração do Banco de Portugal, assim como os conhecer os principais indicadores estatísticos nacionais e da área do euro.

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A aplicação - que se chama Banco de Portugal - está disponível em português e em inglês. Pode ser descarregada e instalada através da Apple Store e da Google Play.

 

Eu já fiz o download. A aplicação é bastante intuitiva e fácil de usar. É uma boa ferramenta para ter sempre à mão, sobretudo devido à facilidade de utilização do simulador das taxas de juro. Já no que diz respeito ao conversor de câmbio penso existirem outras aplicações mais eficazes. Isto porque não nos dá a cotação imedita da moeda. Pelo menos quando experimentei não dava para fazer a conversão com a data de hoje.

 

Fica a dica

Bancos têm de aplicar taxas negativas nos créditos

Ba 01.04.15

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As dúvidas eram muitas mas o Banco de Portugal acabou por esclarecer num comunicado: as taxas de juro negativas são mesmo para aplicar nos contratos já existentes. Ou seja, se a Euribor atingir valores negativos estes "deduzem" ao valor do 'spread' (a taxa que é acrescida à Euribor). Nos novos contratos a aplicação é idêntica embora os bancos possam propor limitações. Já nos depósitos não há taxas negativas. A comunicação e esclarecimento foi enviado por uma carta circular a todas as instituições de crédito.

 

Para se perceber melhor do que se trata vou tentar sintetizar alguns pontos relevantes para se compreender melhor:

 

- A maioria dos créditos à habitação em Portugal é a taxa variável, ou seja, a prestação é calculada com base numa taxa de mercado (Euribor) e é acrescido um 'spread' (na prática, a margem de lucro dos bancos). No crédito pessoal a taxa mais comum é fixa, no automóvel está mais equilibrada a distribuição entre taxa fixa e variável. O mesmo acontece no crédito às empresas.

 

- Existem vários prazos da Euribor: 1 mês, 3 meses, 6 meses, 12 meses, etc. Em Portugal, no caso do crédito à habitação os prazos mais comuns são a Euribor a 3 e 6 meses. Isto significa que a revisão da prestação é feita trimestralmente ou semestralmente, respectivamente.

 

- Para se calcular o valor da prestação é tida em conta a média mensal da Euribor do mês anterior ao da revisão. Ou seja, vamos imaginar que a prestação é revista em Abril. Para se calcular tem de se fazer a média aritmética de Março da Euribor que se tem. Se for Euribor a 3 meses é a média dessa taxa, se for a 6 meses é a média dessa Euribor. A esse valor depois acrescente o spread.

 

- As taxas Euribor têm vindo a cair bastante, desde os máximos históricos do ano 2008 (altura da falência do banco norte-americano Lehman Brothers) e estão em valores historicamente baixos.

 

- As médias mensais de todas as Euribor estão baixas mas positivas. A excepção é a média mensal da Euribor a 1 mês, de Março, que se fixou em -0,010%.

 

- Há poucas instituições que utilizem esta taxa. Mas um dos bancos que revelou ter alguns empréstimos para casa concedidos (ainda que muito poucos) com Euribor a 1 mês foi o Banco Popular. Isto significa que terão de refletir esta taxa negativa.

 

- Imaginando uma pessoa que tem um crédito à habitação revisto em Abril (com um spread de 0,30%), e usando a média de Março, isto significa que a taxa Euribor irá descontar ao valor do spread. E, no somatório, passará a contar com uma taxa de 0,29%.

 

- Para a média mensal da Euribor a 3 ou 6 meses vir para valores negativos é preciso que a queda se mantenha e por vários dias.

 

- Caso haja uma situação em que a taxa é mais negativa do que o 'spread' o valor abate a capital. Ou seja, imaginando que a taxa Euribor, do caso acima demonstrado, atinge os -0,35%. Tendo em conta que o spread é de 0,3%, significa que teríamos uma taxa total negativa de -0,05%. Para estes casos, ao contrário do que se possa pensar, não será o banco a devolver o valor ao cliente mas o valor correspondente em dinheiro é descontado do capital em dívida (valor do empréstimo).

 

- O Banco de Portugal esclareceu que são abrangidos todos os contratos a taxa variáveis, ou seja, quer de particulares, quer de empresas

 

- Nos novos contratos, esta aplicação mantém-se. No entanto, caso os bancos pretendam propor um tecto limite (seja máximo ou mínimo) caberá ao cliente aceitar ou não. Além de ficar explicitado no contrato, terá de ser feita uma minuta à parte com a cedência do cliente dessa opção. Ou seja, imaginando que o banco propõe ao cliente, num novo contrato, que o limite seja 0% para a taxa de juro, ou seja, que esta não pode vir para valores negativos. O cliente só aceita se quiser. Mas, ao aceitar, está, na prática, a conceder uma opção (ou seja, um produto derivado) ao banco. E o banco terá de prestar informação sobre o funcionamento desse derivado.

 

- Havia também a dúvida se a taxa negativa se aplicaria aos depósitos. A resposta é não. Não há taxas negativas para os depósitos. Como são considerados produtos de capital garantido, mesmo quando a taxa seja -0,2%, o cliente não perde o capital investido.

 

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Nova nota de 5 euros entra em circulação a 2 de Maio

Ba 01.05.13
A nova nota de 5 euros vai entrar em circulação no dia 2 de Maio. No entanto, não será preciso trocar as notas antigas. As duas notas vão conviver simultaneamente e as notas de 5 euros da primeira série vão sendo retiradas gradualmente.

É muito importante que tenham isto em atenção e que avisem os pais, avós, amigos, vizinhos e o máximo de pessoas possíveis para evitar burlas

Esta segunda geração de notas de euro tem um reforço das medidas de segurança e incorpora novos e melhores elementos.

"A marca de água e o holograma incluem um retrato da figura mitológica grega Europa, que dá nome à segunda série de notas de euro. Um elemento de segurança novo que se destaca é o número esmeralda, o qual, dependendo do ângulo de observação, muda de cor, passando de verde-esmeralda a azul-escuro, e apresenta um efeito luminoso de movimento ascendente e descendente", adiantou o Banco Central Europeu.

O Banco de Portugal divulgou alguns esclarecimentos para que não restem dúvidas:

1)nova nota de 5 euros apenas entrará em circulação a partir do dia 2 de maio de 2013, em Portugal e nos restantes países da área do euro.

2) A nova nota de 5 euros será colocada em circulação pelo Banco de Portugal, através dos balcões das instituições bancárias e dos caixas automáticos.

3) Os cidadãos não precisam de trocar quaisquer notas. As atuais notas de cinco euros nunca perderão o seu valor.

4) A nova nota de 5 euros circulará ao mesmo tempo que a atual nota de 5 euros. Ou seja, os cidadãos poderão utilizar as duas notas de 5 euros.

5) Os cidadãos devem comunicar às autoridades os casos em que alguém se apresente para recolher notas em nome do Banco de Portugal ou de qualquer instituição bancária, pois trata-se certamente de uma tentativa de burla.

6) A nova nota de 5 euros faz parte de uma nova série de notas de euro, a série “Europa”. As novas notas de euro serão colocadas em circulação gradualmente, ao longo de vários anos, por ordem crescente de denominação. A data de introdução destas notas ainda não é conhecida.

Para quem queira mais informação pode consultar o site do Banco de Portugal ou o site sobre as novas notas (aqui).

Ficam aqui as dicas e os alertas.

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Saiba como consultar o seu “cadastro” de crédito no Banco de Portugal

Ba 07.03.13

Para ter acesso ao seu "cadastro" de crédito já não precisa de sair de casa. O Banco de Portugal permite a consulta do mapa individual de responsabilidades de crédito através da internet, de forma gratuita.

Embora seja conhecida como "lista negra" do Banco de Portugal, na realidade trata-se de uma base de dados na qual constam todas as famílias e empresas que tenham créditos, estejam esses em dia ou em incumprimento. Ou seja, na prática nada tem a ver com uma lista negra.

Saiba aqui como funciona a base de dados de crédito do Banco de Portugal

Esta é a base de dados que as instituições financeiras utilizam quando um cliente solicita um crédito. Através da informação financeira que consta no mapa de responsabilidades de crédito, os bancos avaliam a taxa de esforço e verificam também se o cliente tem os seus compromissos financeiros com a banca em dia.

Para consultar o seu historial de crédito basta aceder ao sítio do Mapa de Responsabilidades de Crédito, no site do Banco de Portugal (aqui)

Depois de aceitar as condições e de carregar para obter o mapa, é pedida uma autenticação. Esta poderá ser feita de duas formas: através do cartão do cidadão e respetivo código de segurança ou através das credenciais de acesso ao portal das finanças.

Após a validação e a autenticação é gerado o mapa com toda a informação de crédito. Esta informação está dividida por instituição financeira e tipo de crédito. Ou seja, mesmo que tenha um cartão de crédito que não utiliza, este aparece no mapa de responsabilidades. 

Fica a dica. Consulte o seu mapa de responsabilidades de crédito e verifique se toda a informação sobre os seus créditos estão correctas.

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Saiba como funciona a “lista negra” do Banco de Portugal

Ba 07.03.13

É vulgarmente conhecida como “a lista negra” do Banco de Portugal mas a Central de Responsabilidades de Crédito (CRC) é uma base de dados na qual consta não só informação negativa como positiva. 

Além das responsabilidades de crédito efectivas assumidas por qualquer pessoa ou empresa, como crédito à habitação, crédito de empresas, etc, também constam responsabilidades de crédito potenciais que representem compromissos irrevogáveis. Por exemplo, o plafond de um cartão de crédito (mesmo que não tenha sido utilizado) está indicado no mapa de responsabilidades.

No fundo, na Central de Responsabilidade de Crédito, do Banco de Portugal estão todas as pessoas que tenham empréstimos/créditos superiores a 50 euros, o que não significa que figurem numa lista negra. No entanto, caso uma pessoa entre em incumprimento fica assinalado e os outros bancos, quando vão conceder um empréstimo e acedem à sua ficha verificam que está em incumprimento barrando o acesso ao crédito. Para resolver essa situação apenas basta pagar a dívida, ou seja, regularizar a sua situação.

O Banco de Portugal explica o seu funcionamento. Veja algumas das principais dúvidas:

Tive conhecimento de que o meu nome está incluído na base de dados do Banco de Portugal. Significa isto que faço parte de uma "lista negra"?
Não. A base de dados gerida pelo Banco de Portugal contém informação de natureza positiva e negativa, isto porque todas as responsabilidades de crédito acima de 50 euros, contraídas no sistema financeiro, são comunicadas, independentemente de se encontrarem em situação regular ou em incumprimento.

Quando é que as dívidas deixam de figurar no meu mapa de responsabilidades?
Quando a instituição que as reportou deixar de as comunicar ao Banco de Portugal. Se tiver ocorrido o pagamento do montante em dívida num determinado mês, tal dívida já não deverá constar da centralização referente a esse mês. Exemplo: se tiver ocorrido o pagamento de uma dívida em Setembro, essa dívida já não deverá constar da centralização referente a esse mês, que é divulgada às entidades participantes na CRC em meados de Outubro, de acordo com o calendário em vigor.

Consulte aqui o seu mapa de responsabilidades de crédito

Renegociei um crédito que se encontrava em situação de incumprimento. Como fica registada esta alteração na base de dados?
Quando há acordo formal entre uma instituição de crédito e um cliente no sentido de renegociar os termos de pagamento de um empréstimo em incumprimento sem garantias adicionais, este deverá ser reclassificado como crédito renegociado na comunicação ao Banco de Portugal. Só são classificados neste tipo de responsabilidades os créditos que já estiveram em situação de incumprimento.

Sou fiador/avalista de um crédito. Esta informação é enviada à CRC?
Sim, uma vez que os mesmos respondem solidariamente com o devedor principal pelo cumprimento das suas obrigações. Se o crédito concedido ao devedor principal se encontrar em situação regular, as responsabilidades dos fiadores e avalistas são comunicadas como crédito potencial. Se o crédito concedido ao devedor principal entrar em situação de incumprimento de pagamento, as instituições deverão dar conhecimento do facto aos avalistas. Caso os pagamentos em falta não sejam regularizados decorrido o prazo dado ao avalista para o fazer, deverão comunicar à CRC as responsabilidades decorrentes das fianças ou avales prestados como crédito vencido.

Atrasei-me no pagamento da prestação de um empréstimo concedido por uma instituição financeira, mas acabei por saldar essa dívida. Essa situação fica reflectida para sempre no Banco de Portugal?
A informação transmitida à CRC tem periodicidade mensal, sendo as entidades participantes obrigadas a comunicar ao Banco de Portugal os saldos em fim de cada mês das operações de crédito realizadas com os seus clientes, reflectindo por isso a situação das responsabilidades dos seus clientes nessa data.Os registos na CRC das situações de incumprimento ocorrem, por comunicação das entidades participantes (os bancos e instituições financeiras), para as centralizações correspondentes aos meses em que se verificam os atrasos no pagamento. Havendo pagamento, deverão cessar as comunicações das situações de incumprimento para as centralizações correspondentes aos meses em que se verificaram esses pagamentos. Após a comunicação, a base de dados é actualizada. As situações de incumprimento reportadas no passado continuarão a constar dos registos relativos aos meses em que ocorreram, mas deixam de figurar a partir da centralização correspondente ao mês em que foi efectuado o pagamento. O Banco de Portugal disponibiliza às entidades participantes na CRC apenas a informação respeitante ao mês mais recente.

Ficam aqui algumas dicas sobre o funcionamento da Central de Responsabilidades de Crédito do Banco de Portugal. Para saber mais informações pode consultar o site do Banco de Portugal (aqui).  

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