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As dicas da Ba

Um blog 360º com dicas e sugestões para as diferentes áreas da vida.

Money Talks: vamos falar sobre finanças pessoais

Ba 08.06.17

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Quem me acompanha sabe que estou ligada à área de educação financeira há vários anos. Além de ter lançado projetos de conteúdos destes temas em vários órgãos de comunicação social, sou a fundadora do projeto de literacia financeira MoneyLab, e dou formação, workshops e paletras como especialista em finanças pessoais e coach financeira. Desde o final do ano passado, até na sequência do lançamento da Agenda da Poupança 2017, e depois de vários pedidos, voltei a reforçar as horas de formação. 

 

Já há algum tempo que andava a planear um projeto que envolvesse também o blog... e aqui estou eu. Ainda não vos posso revelar tudo. No entanto, apenas vos deixo um desafio: quem está interessado em participar numa sessão de finanças pessoais? A única coisa que vos peço é que preencham os formulário com os dados pedidos. Depois irão receber informação sobre isto das "Money Talks".

 

Preencham os dados, partilhem a informação com os amigos e familiares. Vamos cuidar das nossas finanças pessoais!

Santander compra Popular. O que acontece ao meu dinheiro e crédito?

Ba 07.06.17

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Foto: Reuters

O Santander comprou o Banco Popular por um euro, numa medida de resolução anunciada pelo Banco Central Europeu (BCE). São muitos os clientes que têm levantado dúvidas sobre as suas poupanças e empréstimos. O Banco de Portugal garante que nada muda, assim como Ana Botín, presidente do grupo Santander que passou a integrar o Banco Popular. Mas para que fique tudo esclarecido vejam aqui as respostas:

 

1) O dinheiro que tenho depositado no Banco Popular está seguro?

Sim, todos os depósitos estão garantidos, independentemente do valor que tinha depositado. O Banco de Portugal já veio esclarecer, em comunicado, que  "a filial portuguesa do Banco Popular Español – o Banco Popular Portugal, S.A. – não foi objeto de qualquer medida de resolução e está incluída no perímetro de venda, pelo que passa a integrar o grupo do Banco Santander. Para o Banco Popular Portugal, esta medida não implica qualquer alteração na atividade do banco português, que continua a operar com total normalidade, agora integrado num novo grupo bancário". Além disso, todos os depósitos também estariam sempre garantidos até 100 mil euros por depósito e por depositante, segundo o Fundo de Garantia de Depósitos.

 

2) Há alteração na remuneração das aplicações que tinha no Banco Popular?

As remunerações das aplicações serão mantidas segundo o que estava acordado com o Banco Popular. Agora apenas passam a estar debaixo da esfera do Banco Santander. Não há qualquer alteração.

 

3) O que acontece ao meu crédito?

Não muda nada para os clientes com empréstimos antigos do Banco Popular. As condições acordadas irão continuar a ser as mesmas e serão agora asseguradas pelo Santander. Já para quem pretenda vir a fazer um novo crédito, aí as condições já serão as apresentadas pelo Santander Totta, que é o banco em Portugal que passará a ficar responsável pela operação.

 

4) Os balcões vão mudar?

Não. Para já tudo se irá manter. Ainda não é conhecido o plano de alteração dos nomes das agências de Banco Popular para Banco Santander mas serão as mesmas pessoas a continuar a atendê-lo. Claro que nos processos de fusão entre bancos pode acontecer haver, mais tarde uma reorganização, mas nesta primeira fase tudo se mantém igual para os clientes do Popular.

 

5) Posso continuar a utilizar os mesmos cartões de débito e de crédito do Banco Popular?

Sim. Todos os clientes do Banco Popular podem continuar a utilizar normalmente os seus cartões e contas. Apenas quando o processo de integração do Popular no Santander estar totalmente concluído é que deverão ser emitidos novos cartões. Não há qualquer impacto em termos de pagamentos ou utilização de conta.

 

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Saiba como fazer um 'check up' financeiro

Ba 06.06.17

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Chegados a meio do ano é tempo de balanços. Esta é uma boa altura para se olhar para a primeira metade do ano e avaliar o que correu bem, menos bem e se estamos no caminho certo para atingir os nossos objetivos. Se as coisas não correram como o previsto não há problema. Basta ajustarmos o nosso plano, redefinirmos as metas e iniciar um novo plano de ação. 

 

Para isso é sempre importante avaliar onde estamos e definir para onde vamos. Por isso, recupero um conjunto de princípios que já tinha escrito há algum tempo e que continuam atuais. Façam um 'check up' às vossas finanças em 10 passos:

 
1- Pense no seu orçamento como a contabilidade de uma empresa
Faça um balanço e um mapa de fluxo de dinheiro (receitas e despesas). O balanço vai ajudá-lo a compreender os seus activos e passivos. Em termos práticos, activos é o que coloca dinheiro no bolso e tem valor, e os passivos são as suas dívidas. Por exemplo: depósitos ou a casa são considerados activos. Já o empréstimo da casa é um passivo. O mapa de fluxo de dinheiro permitir-lhe registar todas as entradas e saídas de dinheiro. Por exemplo, os 100 mil euros do crédito da casa são registados como um passivo, mas a prestação, por exemplo, de 400 euros é registada no seu mapa de receitas e despesas.
 
2- Avalie a sua situação líquida
Este indicador vai ajudá-lo a compreender como ficaria a sua situação se utilizasse todos os activos para eliminar os passivos. Por essa razão, deverá aplicar a fórmula: activos - passivos =saldo líquido. Se o resultado for positivo, está no bom caminho. Significa que se vendesse tudo hoje teria dinheiro suficiente para pagar as despesas e ainda sobrava capital. Se for negativo talvez esteja na altura de reavaliar o seu orçamento.
 
3- Avalie a sua liquidez
Ao analisar as suas finanças é importante também avaliar a liquidez. Para isso poderá utilizar a seguinte equação: activos líquidos - passivo circulante = liquidez. São considerados activos líquidos, todos os activos convertíveis em dinheiro em menos de um ano, enquanto o passivo circulante são as dívidas que podem ser pagas até um ano. O resultado indica o seu estado de liquidez e deve ser maior do que um, porque esse é o ponto em que ambos os factores são iguais. O ideal é que o resultado seja maior que dois. Significa que os seus activos líquidos são o dobro das dívidas de curto prazo. Por exemplo se tem 1000 euros em depósitos e tem 500 euros no cartão de crédito, o resultado é 1000/500= dois.
 
4- Elabore um mapa de receitas e despesas
Anote diariamente as suas despesas no seu mapa e verifique quanto é que cada despesa pesa no seu orçamento. No caso das despesas com a casa o ideal é que não pese mais do que 35% do seu orçamento. E nas despesas com a casa incluem-se: o empréstimo, juros e seguro, despesas como água, luz, gás, telefone internet, etc.
 
5- Contabilize o peso das dívidas
Avalie quanto é que os créditos pesam no seu orçamento. Se ultrapassam os 40% e prevê que esse valor aumente, tenha atenção, porque está na zona vermelha. Inicie uma dieta de dívidas e comece por eliminar as dívidas com as taxas de juro mais elevadas.
 
6- Elimine os gastos supérfluos
Avalie as despesas desnecessárias que podem ser reduzidas ou eliminadas, sem que isso afecte o seu bem-estar. Veja quanto pesam no seu orçamento. Pode estar aí a resposta para o facto de não poupar ou de poupar pouco.
 
7- Esteja atento às suas poupanças
Avalie a sua saúde financeira em função do montante mensal que poupa. Se ainda não poupa comece a fazê-lo, por muito pouco que possa parecer. Estabeleça um valor, por exemplo, 10% de poupança que deve ser feita assim que receba. Nunca deixe para o final do mês para ver se sobra, normalmente nunca sobra. Retire esse dinheiro logo no inicio e viva com o restante.
 
8- Crie um fundo de emergência
Para avaliar a sua condição financeira é indispensável que saiba se está prevenido contra imprevistos. Assim sendo, se deixasse hoje de trabalhar, por exemplo, por motivos de desemprego, quantos meses conseguiria sobreviver mantendo o mesmo nível de despesas? O ideal é ter um fundo de emergência (em activos líquidos) que lhe permita viver entre 3 a 6 meses com o mesmo nível de despesas. Ou seja, se tem 500 euros de despesas mensais deverá ter um fundo de emergência entre 1500 e 3000 euros.
 
9- Estabeleça diferentes níveis de poupança
Está a separar as suas poupanças em função dos objectivos? Se a resposta é não, então talvez seja útil começar a fazê-lo. Crie diferentes cestas de poupança. Por exemplo: Cesta de poupança para a reforma, fundo de emergência, cesta para amortizar créditos, cesta de objectivos (carro, férias, etc). Esta organização vai permitir organizar melhor as suas poupanças e aumentar a saúde financeira do seu orçamento familiar.
 
10- Defina objetivos
Trace os seus objectivos de vida (comprar um carro, casa, pagar os estudos, etc) e ajuste o seu orçamento em função desses objectivos. Um casal com 30 anos certamente terá objectivos diferentes de um casal de 50 anos.

 

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10 Dicas para ensinarem as crianças a pouparem

Ba 01.06.17

A propósito do Dia Mundial da Criança resolvi fazer um vídeo com algumas dicas e ideias para começarem a incentivar os mais novos a pouparem. Muitas vezes perguntam-me com que idade se devem falar destes temas, e a minha resposta é sempre a mesma: quanto mais cedo melhor. Claro que convém adequar os conteúdos e abordagem. Mas os miúdos são muito mais atentos do que nós pensamos. Fiquem com o vídeo e partilhem também as vossas dicas.

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As mulheres e o dinheiro: 8 dicas para gerir as suas finanças

Ba 08.03.17

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(Foto: Credit)

 

Há diferenças na relação com o dinheiro entre homens e mulher. Em primeiro lugar há fatores diferentes: as mulheres tendem a ganhar menos do que os homens (mesmo em posições semelhantes), a esperança média de vida é superior, em situações de divórcio demoram mais tempo a recuperar financeiramente e, por norma, costumam ficar com os filhos a cargo, as mulheres tendem a delegar mais frequentemente as questões financeiras noutras pessoas. Todos estes fatores são determinantes para que a relação com o dinheiro seja diferente entre homens e mulheres.

 

1) Não delegue noutra pessoa – como o marido ou namorado – a gestão do seu dinheiro. O ideal é ser você mesma a cuidar do seu dinheiro e estar a par da saúde das suas finanças.

 

2) Estabeleça objetivos financeiros e metas de poupança. Comece por fazer um orçamento para descobrir qual o estado atual das suas finanças e depois defina as metas que pretende atingir.

 

3) Aumente a sua literacia financeira. É essencial que olhe para este saber como um investimento que lhe vai dar retorno. Invista nalguns livros, agenda, cursos, acompanhe blogs e sites e leia informação relevante. Só assim ficará melhor preparada para gerir de forma eficaz as suas finanças

 

4) Crie um fundo de emergência. Uma situação de desemprego, doença, divórcio ou morte de um elemento da família é uma situação inesperada que pode levar a uma situação financeiramente complicada. Comece por definir um valor de poupança mensal que destinará à criação deste fundo de emergência que deverá ter o suficiente para, pelo menos, suportar o equivalente a 3 a 6 meses de despesas.

 

5) Gaste menos do que ganha e invista a diferença. Se quer ver a sua poupança a crescer tem de conseguir que o saldo entre o que recebe e o que gasta seja positivo. E para que as suas poupanças cresçam deverá investir de acordo com o seu perfil de risco.

 

6) Envolva toda a família na gestão do orçamento familiar. Aproveite para ir transmitindo conceito de finanças pessoais, e de poupança, aos filhos e falem sobre o tema.

 

7) Não tenha medo de falhar. Muitas vezes há um receio de definir um plano e de não o atingir. Não tem qualquer mal. Os planos existem para nos orientar mas podem ser refeitos, ajustados. O ideal é aprender com os erros e definir novas metas.

 

8) Seja consciente nas compras e avalie se determinado produto ou serviço é algo que deseja ou que necessita. Não há mal nenhum em comprar coisas que desejamos – seja roupa, sapatos, uma viagem, etc – o importante é que o orçamento tenha capacidade para acomodar essa despesa.

 

Ficam as dicas!

 

Saiba onde investir o seu dinheiro

Ba 11.01.17

investir
Os depósitos a prazo são um dos produtos preferidos dos portugueses mas, atualmente, estão a oferecer taxas muito baixas. De acordo com os dados que recolhi recentemente para um trabalho, a média da taxa de juro oferecida é de 0,3%. Ora, tendo em conta que a inflação ronda os 0,6% isto significa um ganho real negativo. Ou seja, na prática está a perder-se dinheiro. Então e quais são as alternativas?

Tendo em conta um perfil de risco mais conservador existem algumas possibilidades:

Os melhores depósitos
Eu sei que parece contraditório mas na realidade há alguns depósitos que oferecem taxas um pouco mais altas. Mas poucos pagam mais de 1% líquidos e são em insituições financeiras mais pequenas. Pode consultar a lista dos 10 melhores aqui.

Certificados do TesouroPoupança Mais 
São títulos de dívida pública com taxa fixa garantida. Tem uma taxa de juro bruta de 1,25% no primeiro ano e sobe até atingir os 3,25% no quinto ano. Além disso, podem ainda acrescer prémios em função do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) português. O retorno médio ao ano são 1,6%.

Obrigações do Tesouro de Rendimento Variável
Também são títulos de dívida pública portuguesa que pagam juros semestrais a uma taxa que corresponde à Euribor a seis meses acrescida de um prémio (2,2%, 2,05% e 2%, respetivamente, em cada uma das séries). Mesmo com a Euribor negativa garantem 1,4% líquido, segundo a DECO Proteste. Quem não consegiu subscrever quando estiveram disponíveis agora só pode comprar a preço de mercado.

Plano Poupança Reforma (PPR)
Há sob a forma de seguro ou fundo de investimento.Nos PPR mais conservadores, sob a forma de seguros, o Leve DUO (PPR), da Fidelidade, que rendeu 6% nos últimos três anos, segundo os dados da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF). No caso dos fundos de PPR, e que apresentam maior risco e não garantem capital, o Alves Ribeiro PPR rendeu 18,9% nos últimos cinco anos, e o NB Plano de Poupança Reforma registou uma rentabilidade de 10% nos últimos cinco anos. No entanto, é preciso não esquecer a máxima: rendibilidades passadas não são garantias de ganhos futuros.

Seguros de capitalização
Também nestes produtos não é possível determinar quanto vão pagar no futuro e para quem é avesso ao risco a opção pelos seguros com capital de garantido pode ser a melhor. Dois exemplos: Generali Poupança Mais que rendeu, em médio 4,1% brutos por ano, nos últimos cinco anos. A solução Poupança Zurich que deu 2,8% brutos ao ano nos últimos três anos.  Ainda assim, neste produtos é preciso ter muita atenção às comissões. É que, nalgumas situações, são tão elevadas que anulam os ganhos.

Os investimentos serão apenas um dos muitos temas que serão abordados no Workshop Intensivo de Finanças Pessoais - Como Gerir Melhor o Orçamento. Aproveitem os últimos lugares e condições especiais nesta formação. Mais informação em: "info@moneylab.pt"

- 28 de Janeiro, no Porto
- 11 de Fevereiro, em Lisboa

investir


Quando as crianças acham que o Multibanco dá dinheiro...

Ba 13.07.16

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No outro dia fui ao mercado com o meu filho de 5 anos e como não dá para pagar com cartão fui levantar dinheiro.

Lá foi ele comigo e ajudou-me a carregar nos botões. Levantei 20 euros e sairam 4 notas de 5 euros.

A caminho da banca do peixe ele vira-se para mim e diz:

- "Mãe, da próxima vez temos de vir a este sítio outra vez".

- "Porquê?", perguntei.

- "Porque aquela máquina dá muito dinheiro", diz-me todo contente.

Eu ri-me e lá lhe vim a explicar que a máquina não dá dinheiro. Que aquela máquina está ligada à conta da mãe e do pai onde está o dinheiro e quando levantamos ficamos com menos. Por isso temos de trabalhar para conseguir dinheiro.

- "Ah, está bem. Então quando tivermos muito dinheiro podemos vir a esta máquina", acrescentou. Acho que ficou achar que é uma máquina da sorte ou qualquer coisa assim :)

 

10 ideias para conseguir um rendimento extra

Ba 14.01.16

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Depois de ter conseguido reduzir as despesas, como vos expliquei noutro texto, e de ter arrancado o ano a fazer o "desafio as 52 semanas", o objetivo este ano é conseguir reduzir ainda mais as despesas, aumentar o rendimento e as poupanças. Acabam por estar todos interligados.

 

Se conseguir gastar menos também tenho mais dinheiro para poupar. Mas, normalmente, há sempre um lado mais difícil da equação: aumentar o rendimento. A não ser que haja um aumento do salário, ou acumular de trabalhos para se ganhar mais, é sempre mais difícil. A resposta está num rendimento extra. Existem várias formas de o conseguir fazer. E pode consegui-lo de forma pontual ou mais exporádica. 

 

Deixo-vos aqui 5 sugestões. E posso já dizer-vos que já estou a implementar a primeira e já me rendeu dinheiro.

 

1) Vender o que não precisa - Por vezes temos, em casa, alguns objetos que já não usamos, precisamos ou não se enquadram na decoração da casa. Seja roupa, um sofá, uma mesa, telemóvel ou outro artigo, poderá ter aí a oportunidade de fazer algum dinheiro. Pode recorrer, por exemplo, ao OLX, Custo Justo ou Coisas. Poderá ficar surpreendido com o rendimento que se consegue com algumas coisas que estavam arrumadas a um canto.

 

2) Dar uso aos talentos - Há pessoas que têm jeito para a cozinha, para a costura, decoração, bijutaria, etc. Se esse é o seu caso poderá começar a rentabilizar o seu talento. São vários os casos de pessoas que começaram a apostar nos seus talentos por brincadeira, ou apenas para conseguir algum dinheiro, e que depois se transformaram em negócio. Quem sabe se não nasce daqui o seu próximo trabalho a tempo inteiro.

 

3) Venda direta ou por catálogo - Há vários negócios de venda direta que permitem conseguir um bom rendimento extra. Seja a vender maquilhagem, perfumes, cremes, bebidas, robots de cozinha ou aspiradores, qualquer um destes negócio permite que consiga mais algum dinheiro. Por norma, estes sistemas exigem algum investimento inicial e ganha-se à comissão por venda. Para quem tem uma boa vertente comercial e uma grande rede de contactos (familiares, amigos, conhecidos, etc) pode ser uma oportunidade.

 

4) Babysitting ou petsitting - Tomar conta de crianças pode ser uma oportunidade de conseguir algum rendimento extra. No entanto, requer sempre responsabilidade e também que tenha referências. Além disso, começa a haver também uma procura de outros serviços do género mas para animais ou regar as plantas quando os donos da casa estão fora. 

 

5) Dar explicações - É um clássico do rendimento extra mas que nunca passa de moda. Seja ao longo do ano, ou mais próximo da época dos exames, há sempre procura de expliadores das mais diversas áreas. Se tem conhecimentos de algumas matérias poderá utilizar esse conhecimento para ganhar algum dinheiro.

 

6) Cliente mistério - Esta é uma técnica de estudo de mercado que as empresas utilizam para avaliar a qualidade dos seus serviços, de forma anónima. Assim terá de vestir a pele de um cliente e fazer uma visita anónima à empresa indicada e depois fazer um relatório de acordo com os critérios pré-definidos. Existem várias consultoras a operar, como a Marketest ou Multidados, que estão sempre à procura de pessoas para fazerem de cliente mistério, podendo ser uma oportunidade de conseguir o tal rendimento extra.

 

7) Alugar um quarto - Se tem um quarto a mais, dividir as despesas pode ser uma forma de conseguir poupar, mas também ao alugar pode obter um rendimento extra. Deverá sempre ter atenção é à escolha da pessoa. Pode recorrer a algumas plataformas como o b quarto, easy quarto ou uniplaces.

 

8) Figurante - Para ser fugirante num programa de televisão, ou mesmo num anúncio não precisa de ser modelo. As agências costumam fazer castings e procurar pessoas de todas as idades e com todo o tipo de características. Pode responder a anúncios de castings ou passar a fazer parte de bases de dados de agências de castings. 

 

9) Inquéritos ou sondagens - Se tem computador e internet pode aproveitar para conseguir algum dinheiro, sem sair de casa, respondendo a inquéritos e sondagens online. Os valores não são muito altos mas sempre é algum rendimento extra que pode ganhar. Por exemplo, pode increver-se na Q21 ou Netsonda.

 

10) Criar uma loja virtual - Se tem algum produto, ou presta serviços, pode aproveitar para criar uma loja virtual, seja através do Facebook ou mesmo num site, ou blog. É muito mais fácil as pessoas encontrarem os produtos estando online. Além de que não fica limitado apenas uma geografia e consegue divulgar os artigos e serviços.

 

Estas são algumas ideias de como podem conseguir obter um rendimento extra. Se tiverem outras ideias, e formas de obter rendimento extra, partilhem!

 

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As 10 despesas que podem ajudá-lo a poupar no IRS

Ba 18.12.15

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Com o aproximar do final do ano já resta pouco tempo para conseguir poupar no IRS de 2015, cuja declaração será entregue em 2016.

 

Houve algumas alterações, em termos de deduções, relativamente ao ano anterior. Um ponto muito importante, para conseguir pagar menos IRS, ou até mesmo receber, é pedir faturas com o número de contribuinte (NIF). Só as faturas com NIF é que são consideradas válidas pelo Fisco. Por isso, sempre que fizer uma compra, peça fatura. Caso contrário não irá usufruir do benefício fiscal. A validação tem de ser feita no E-fatura até 15 de Fevereiro.

 

Fique a saber quais as despesas que pode deduzir no IRS:

 

1) Despesas Gerais Familiares

Esta categoria é nova para os contribuintes. São dedutíveis 35% do valor das despesas de qualquer elemento do agregado familiar até 250 euros por sujeito passivo (500 euros por casal). Incluem-se nesta categoria as despesas com supermercado, a conta da luz, água ou telefone.

 

2) Saúde

É possível deduzir no IRS 15% das despesas de qualquer elemento do agragado familiar até ao limite de 1000 euros. Os agregados familiares com três ou mais dependentes têm um aumento do limite de 125,77 euros por descendente.

 

3) Habitação

Podem deduzir-se 15% dos valores gastos em juros com o crédito à habitação até ao limite de 296 euros. Esta dedução é apenas válida para os empréstimos contratados até 31 de Dezembro de 2011. Quem comprou casa depois dessa data já não tem direito a esta dedução. Os contribuintes com casa arrendada podem deduzir 15% das rendas até ao limite de 502 euros.

 

4) Educação

Esta foi uma das categorias que também sofreu alterações. São dedutíveis 30% das despesas com educação feitas por qualquer elemento do agregado familiar até 800 euros mas apenas para as despesas isentas de IVA ou com IVA reduzido. As despesas que têm IVA máximo (23%) deixaram de entrar, o que significa que o material escolar (canetas, lápis, cadernos, etc) não contam para as despesas de educação.

 

5) IVA de faturas

São dedutíveis 15% do montante do IVA para uma dedução máxima de 250 euros por agregado familiar. As despesas aplicáveis são: restaurantes, cabeleireiros, reparação de automóveis e hotéis.

 

6) Pensões de alimentos

Também nesta categoria houve alterações. Os contribuintes podem deduzir 20% dos valores com pensões de alimentos, sem limite. No entanto, para ter direito ao benefício fiscal o pagamento das pensões tem de ser decretado por sentença judicial ou acordo homologado.

 

7) Lares

Pode deduzir 25% dos encargos com lares e apoio domiciliário até ao limite de 403,75 euros, que estejam isentos de IVA ou tributados à taxa reduzida.

 

8) PPR

São dedutíveis 20% dos valores aplicados em PPR. Embora com algumas limitações. Para quem tem menos de 35 anos: 20% do valor aplicado até ao limite de 400 euros; Para quem tem entre 35 e 50 anos pode deduzir 20% do valor aplicado até ao limite de 350 euros; Quem tem mais de 50 anos pode deduzir 20% até ao limite de 300 euros.

 

9) Donativos

São dedutíveis 25% dos donativos em dinheiro atribuídos a instituições sociais até ao limite de 15% da coleta. Os donativos destinados a instituições da administração central, reginal ou local, não têm limites.

 

10) Seguros de vida

São dedutíveis 25% dos valores dos prémios de seguros de vida com o limite de 15% da coleta do IRS para pessoas com deficiência.

 

Podem consultar mais informações aqui.

 

Leia ainda: Saiba onde tirar todas as dúvidas sobre o E-Fatura e IRS

 

Um quinto dos portugueses não faz qualquer controlo do seu orçamento

Ba 24.03.15

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Um quinto (20%) dos consumidores não fazem qualquer gestão do seu orçamento familiar. Esta é uma das conclusões do estudo Cetelem sobre a Literacia Financeira dos portugueses. Em relação a 2014, verifica-se um aumento muito significativo deste aspeto, uma vez que no ano anterior apenas 2% dos inquiridos confessava não controlar os seus ganhos e gastos. A análise mostra ainda que a consulta do extrato bancário continua a ser a forma de controlo preferida dos portugueses.

 

Questionados sobre a forma como fazem a gestão do orçamento familiar, a maioria dos portugueses (61%) diz consultar regularmente o extrato bancário. Já nos anos anteriores os consumidores mostravam uma clara preferência por esse método de controlo: em 2013 eram 56% a consultar de forma regular o extrato bancário, em 2014 cerca de 70%.

 

Face aos anos anteriores, verifica-se um aumento de consumidores a recorrer à ajuda do seu gestor de contas. Atualmente, 7% dos consumidores dizem optar por esse método, mais do que em 2013 e 2014, quando eram apenas 2%. Pelo contrário, a utilização de uma tabela de controlo de gastos perdeu adeptos, tendo passado dos 21% no ano passado para os atuais 7%. O recurso a ferramentas de check up financeiro permanece residual: menos de 1% dos consumidores usa esse método.

 

O extrato bancário é uma boa forma de irmos vendo o dinheiro que sai da conta mas não permite um controlo verdadeiro. Isto até porque a maioria do dinheiro que levantamos é exatamente aquele que não fazemos a mínima ideia de onde gastámos. Quantas vezes não vos acontece levantarem 10 ou 20 euros de manhã, a meio da tarde abrirem a carteira, olhar e verem apenas umas moedas e pensar: “Mas onde é que eu gastei o dinheiro?”.

 

É por isso que fazer um orçamento é tão importante. Só mesmo detalhando tudo, desde um café até à prestação da casa é possível identificar despesas, por vezes desnecessárias, e cujo valor poderíamos aproveitar para outro propósito. Eu própria apanhei esse susto quando comecei a fazer o orçamento de forma detalhada há uns bons anos.

 

Controlem o vosso dinheiro. Quem sabe se não é nessas pequenas despesas que está a possibilidade de começar a poupar?

 

Fica a dica.