Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As dicas da Ba

Um blog 360º com dicas e sugestões para as diferentes áreas da vida.

Roberta Medina: "O português é mais poupado que o brasileiro"

Ba 21.04.16

RobertaMedina.jpeg

Nasceu no Brasil mas o coração já se divide entre Portugal e Terra de Vera Cruz. É a mulher responsável por um dos maiores eventos de música e já conquistou há muito o público português com o seu sorriso e carisma. Roberta Medina é a vice-presidente do Rock in Rio e, nos últimos dias, tem andado numa verdadeira correria já que Lisboa vai ser palco de mais um evento do Rock in Rio nos dias 19,20, 27, 28 e 29 de Maio.

 

Aproveitámos uma das apresentações do Rock in Rio para saber como Roberta lida com as suas finanças pessoais. Leia a entrevista ao blog As Dicas da Bá:

 

Qual a sua relação com o dinheiro?

A minha relação com o dinheiro é prática. Uma coisa que sempre foi importante na minha educação, em casa, é que não importa se é mais ou menos dinheiro tem que levantar, tirar a mesa, arrumar a casa, limpar, etc. Tinha uma consciência muito grande do valor das pessoas. O dinheiro podia ir ou vir mas existiam coisas muito mais importantes. E que nós tínhamos, acima de tudo, de ter uma atitude muito proativa em relação à vida. Acho que tive a benção de crescer sem passar por nenhuma necessidade, não sei o que é isso, mas tenho um compromisso muito grande. Não é que não use o meu dinheiro. Eu trabalho e ganho o meu dinheiro, e tenho esse direito de usar mas acho que ele traz responsabilidades também. Até porque há muita gente no mundo que não tem.

 

O que costuma trazer sempre na carteira?

Carteira, caneta, telemóvel, batom. Tralha, né? (risos).

 

Quem é mais gastador: homem ou mulher? E como é lá em casa?

Eu não sei. Eu não gosto muito dessa questão do género porque não é verdade que é um ou outro. Existem homens que gastam muito, e existem mulheres que gastam muito. Agora lá em casa, acho que eu. Mas também sou eu que faço a gestão das coisas da casa, tenho que gastar mais. (risos)

 

Lembra-se do que comprou com o primeiro ordenado?

Eu lembro que o primeiro salário que eu tive, e eu ganhava pouquinho, foi como assistente, de assistente, de assistente no Barra Shopping. E, na altura, o meu pai parou a mesada e eu passei a assumir as responsabilidades. Eu tinha 17 anos. Eles pagavam a faculdade e, a partir de determinadno momento passei a pagar tudo desde a gasolina, seguro de saúde, etc. Assumi muito os gastos que eles tinham comigo.

 

Qual foi o melhor investimento que fez?

Acho que o meu cachorro (risos). Isso é uma brincadeira, né? Investimento sério acho que sempre nas coisas essenciais, na saúde, etc. Eu brinco que foi meu cachorro porque foi ele que escolheu o marido, e com o marido veio a filha linda e fofa. O cachorro foi espetacular (risos).

 

Qual o valor que a faria deixar de trabalhar?

Não tem a ver com valor. Eu tenho uma busca eterna por plenitude, e isso não tem a ver com valor financeiro, nem com o que se faz. Tem a ver com o que quer que você esteja fazendo, seja dona de casa, vendedora de loja, empresário, vocês esteja muito inteira naquilo. Por isso, acho que não tem assim um valor.

 

E que objeto é que não venderia por dinheiro nenhum?

Objeto? Eu não sei se tinha alguma objeto que não venderia por dinheiro nenhum. Eu não consigo pensar em nada agora porque acho que depende. É que dinheiro nenhum dá uma dimensão muito alargada. E aí eu acho que o objeto pode perder sentido, perto de uma coisa muito melhor que você pode fazer com esse dinheiro que vem. Imagina que é uma coisa muito importante que você vai poder realizar o sonho de muitas pessoas, que vai fazer bem para muita gente, vai o objeto.

 

Português ou brasileiro: quem é mais poupado?

Acho que o português é mais poupado que o brasileiro

 

Qual foram os melhor conselhos, a nível financeiro, que alguma vez recebeu?

Não consigo dizer um conselho financeiro, acho que tem muito a ver com a educação que tivemos em casa. Acima de tudo não dar demasiado valor ao dinheiro, e às coisas materiais.

 

E que conselho gostaria de deixar para a sua filha?

Que ela não leve dinheiro muito a sério. Que temos de trabalhar, de ter dinheiro, que vivemos em sociedade e o dinheiro é uma moeda importante. Eu costumo dizer que gostaria que existissem duas moedas: uma que fosse dedicada a saúde, comida, casa, educação, e o resto para fazer outras coisas. O que é disparatado é que o mesmo dinheiro que compra uma coisa muito cara, que é um objeto de luxo, é o dinheiro que alimenta alguém. Isso não devia ser assim. O que é importante é ela entender o que realmente tem valor no mundo, são as pessoas, o ser humano, a saúde. Acima de qualquer coisa. Já o dinheiro: toca a trabalhar para correr atrás, fazer por ele. Afinal quantos exemplos de pessoas nós conhecemos que tiveram o dinheiro de uma forma muito fácil e perdem a motivação. E deixam de ter vontade. Nós hoje estamos numa sociedade bastante alterada em termos de valores. Mesmo no Brasil com a diferença social grande que existe, tive uma experiência de perguntar para uma pessoa que mora na favela, em condições ruins: “Mas o que é que você quer?” “Um tablet.” Está tudo alterado. Ela acha que é a referência de sucesso - óbvio que não é só isso. Mas a primeira coisa que respondeu foi um tablet. E não é um tablet. Devia ser primeiro a escola do filho, uma casa melhor, sei lá. Tinha tantas coisas que podiam entrar antes. Estamos numa sociedade de valores alterados. E o que eu espero é que a Lua (a filha), ou se tiver mais filhos, pelo menos estejam bem alinhados no que realmente tem valor

 

Leia também outras entrevistas aqui.

 

Acompanhe também a página do Facebook e o Instagram.

 

Para receberem todas as novidades em primeira mão podem subscrever por e-mail o blog.

 

Beatriz Rubio: "Tudo o que se faz com paixão produz resultados"

Ba 21.07.15

Beatriz Rubio.jpg

 

Nasceu em Saragoza, em Espanha, e está em Portugal há 20 anos. Beatriz Rubio é licenciada em Economia e Gestão de Empresas e lidera os destinos da Remax Portugal juntamente com o marido, Manuel Alvarez.

 

Dona de um entusiasmo contagiante, Beatriz Rubio é o motor motivacional dos seus trabalhadores e também em outras organizações onde dá palestras. Foi distinguida como Mulher de Negócios em 2014, e recentemente, revelou ao Dinheiro Vivo qual o grande objetivo para este ano: contratar mais de 500 pessoas.

 

Em entrevista ao Blog "As Dicas da Bá", Beatriz Rubio explicou como se relaciona com as suas finanças pessoais. Leia a entrevista:

 

O que costuma trazer sempre na carteira?

A nível das finanças eu sou uma pessoa disciplinada e cautelosa. Na verdade, sempre gostei de poupar para ter algum dinheiro de lado num momento mais difícil. Como tal, o meu lema é viver bem mas sempre no fim do mês com alguma pequena poupança que ao longo dos anos se torna num bom mealheiro.

 

Quem é mais gastador: mulheres ou homens?

Tradicionalmente, as mulheres compram muito mais por impulso do que os homens, que compram de forma mais racional, mas terminam por comprar mais caro, pois é para toda a vida. Uma mulher jovem, devido à oferta existente neste momento não compra para toda a vida, compra algo que lhe fique bem, ou até pode ser espetacular mas depois de algum tempo substitui por algo novo.

 

Lembra-se o que comprou com o seu primeiro ordenado?

Com o meu primeiro ordenado ofereci a mim mesma um prémio! Fui a Londres com o meu namorado, o meu atual marido, e isto porque eu adoro viajar!!!! Desde sempre que poupo dinheiro para aplicar em viagens.

 

O melhor investimento que fez?

Vir a Portugal e ficar, pois deu me a possibilidade de comprar Remax, em Espanha já estava comprado.

 

Qual o montante que o faria deixar de trabalhar?

Neste momento eu trabalho por paixão, gosto mesmo do que faço e gosto de trabalhar, por isso não existe montante nenhuma que me fizesse deixar de trabalhar. O dia em que eu deixar de trabalhar será por ter uma paixão maior por algo.

 

Qual foi a casa mais cara que alguma vez vendeu?

A casa mais cara vendida na Remax foi por 8 milhões de euros.

 

Como é a sua casa ideal?

A minha casa ideal é uma casa funcional onde possamos estar a gosto em família, cada um com o seu espaço, mas ao mesmo tempo todos juntos e que a convivência seja muito boa. Seja uma moradia ou um apartamento, é importante ter um pequeno espaço exterior, de forma a poder realizar churrascos com amigos e ter uma pequena horta.

 

Uma espanhola que se apaixonou por Portugal possivelmente terá um coração Ibérico. Mas nas finanças, quem gere melhor o dinheiro: portugueses ou espanhóis?

Acho que os espanhóis são muito mais gastadores, só o hábito da cervejinha e umas tapas no fim do dia faz com que ao fim do mês se gaste muito dinheiro. Porém aumenta muito o convívio e as relações interpessoais.

 

Já recebeu vários prémios que a distinguiram como empresária. Conseguiu pôr a crescer uma empresa, durante a crise, que se insere num dos sectores mais afetados. Qual o segredo, e as dicas, para o sucesso?

O segredo de pôr uma empresa a faturar em tempos de crise passou por conseguir que as pessoas interiorizassem o seu principal valor, a força de vencer que está dentro delas e conseguir isso, através do foco no seu interior e relegando para segundo plano o que acontece no exterior. Foi fundamental também criar uma cultura muito nossa, na qual a Remax e todos e cada um de nós que trabalhamos por esta marca se revissem. E, por último, tudo o que se faz com paixão produz resultados.

 

Qual o objecto que não venderia por dinheiro nenhum?

Deixei para o fim aquilo que é mais difícil, o que nunca venderia por dinheiro....Talvez uma casa que tenho no Ribatejo e que eu considero como o meu lugar de repouso... E nunca venderia o meu coração por dinheiro. Sou uma mulher capaz de gerar dinheiro nas minhas empresas e por isso o meu coração é dado ao Amor e não ao dinheiro.

 

Leia também outras entrevistas aqui 

Ana Garcia Martins: “Sou incapaz de gastar o que não tenho (…) ou viver acima das minhas possibilidades ”

Ba 07.07.15

AnaGarciaMartins.jpg

Aquele que era apenas um diário de desabafos transformou-se num dos blogs mais lidos em Portugal: "A Pipoca Mais Doce". O sucesso levou esta benfiquista ferrenha a trocar de carreira. Deixou a Time Out, e o jornalismo, e avançou para um novo desafio. Assumiu uma profissão, na altura, ainda completamente nova em Portugal: blogger.

 

Mais de 10 anos depois, a “Pipoca” (como é conhecida na blogosfera) já é muito mais do que uma blogger. É uma empreendedora. “A Pipoca Mais Doce” é hoje uma marca. Uma loja, vernizes, sapatos, jóias, livros e muito mais.

 

Em entrevista ao Blog "As Dicas da Bá", Ana Garcia Martins explicou como se relaciona com as suas finanças pessoais. Leia a entrevista:

 

Qual a tua relação com o dinheiro?

Acho que é uma relação saudável e equilibrada. Acho que, sempre que possível, o dinheiro deve servir para nos proporcionar algumas coisas que nos fazem felizes (viagens, jantares, concertos), mas acho também que não deve ser gasto de forma displicente ou irresponsável. Procuro fazer uma gestão ponderada do meu orçamento, reservo sempre uma parte para a conta poupança, mas se me apetecer comprar uma carteira ou uns sapatos também o faço. Mas sou incapaz de gastar o que não tenho, recorrer a créditos ou viver acima das minhas possibilidades. 

 

O que costumas trazer na carteira?

Ui, tanta tralha. Para além de todos os cartões (multibanco, seguro de saúde, cartão do cidadão, carta de condução, cartão do Benfica), ando sempre cheia de talões, vales de desconto, cartões de pontos, cartões de visita, documentos do carro... Por mais que tente manter a carteira em ordem e por mais limpezas que faça, ao fim do dia já voltei ao caos.


 

Sabendo-se que os sapatos são uma das tuas paixões, reservas uma parte do seu orçamento para estes?


Gosto muito de sapatos, mas a compra dos mesmos não é uma coisa estabelecida por lei. Se gostar de uns sapatos e os puder comprar, compro. Se não der, fica para uma altura mais propícia ou até acabo por me esquecer. 

 

Lembras-te do seu primeiro ordenado e o que compraste com ele?


O primeiro dinheiro que ganhei foi a fazer trabalhos de hospedeira, em eventos. Era miúda, teria uns 16 anos e, provavelmente, gastei o dinheiro em roupa. O meu primeiro ordenado mais a sério foi como jornalista, há doze anos, e lembro-me que o depositei quase todo na conta poupança. Na altura vivia com os meus pais, não tinha grandes despesas, era mais fácil poupar.

 

Em que tipo de produtos aplicas as tuas poupanças?


Tenho uma gestora de conta que me vai dando dicas sobre algumas aplicações que considera mais rentáveis. Aceito e sigo alguns conselhos, outros nem por isso . Não sou muito de arriscar nem de me atirar para investimentos loucos, prefiro ter o dinheiro seguro e à vista, para qualquer eventualidade. Tenho alguns planos a cinco anos e considero começar a fazer PPRs. Assusta-me muito a ideia de não saber que reforma terei, ou se terei, cada vez mais penso no futuro. Então depois de se ter um filho acho que é mesmo impensável não estar sempre a equacionar estas questões.

 

Se ganhasses o Euromilhões o que farias?


Penso tantas vezes nisso. Curiosamente, sempre que me imagino milionária penso mais no que daria aos outros do que naquilo que faria para mim. Imagino-me sempre a comprar um prédio novinho em folha, reunir os amigos todos, dar uma chave e cada um e dizer "aqui têm, esta casa agora é vossa". Para a maioria das pessoas, a prestação da casa leva-lhes a maior fatia do orçamento familiar, por isso eu gostava de tirar esse peso aos que me são mais próximos. Pelo meio ainda lhes deixava a conta recheada, para que pudessem viver confortavelmente. Quanto a mim, deixava imediatamente de trabalhar e dedicava-me a passar tempo de qualidade com o meu filho, a viajar, a ler, a ver filmes, e a dedicar-me a projectos de solidariedade ou filantrópicos. Acho que seria uma bela vida. 

 

O melhor investimento que fizeste?


Livros, viagens e estudos. São três formas de aprender e que me deixam muito realizada. Por mais apertado que o orçamento pudesse estar lá em casa, os meus pais nunca me negaram um livro e hoje em dia continuo a comprar mesmo muitos, nunca é dinheiro mal gasto. Quanto às viagens, costumo dizer que trabalho para poder viajar, há poucas coisas que me dêem tanto prazer. Relativamente aos estudos, ciclicamente sinto vontade de voltar à escola e reciclar conhecimentos, por isso lá vou eu fazer mais uma pós-graduação (já vou em três). Agora que penso na questão investimento, acho que também podemos inserir um filho nessa categoria. É um investimento - de tempo, de dinheiro, de afecto -, mas é, sem dúvida, o melhor investimento da minha vida.

 

Para os investimento recorre às dicas dos amigos ou investes por ti?


Tal como disse, não sou muito investir, não ligo ao mercado bolsista nem a nada dessas coisas. Sou mariquinhas no que toca a grandes aventuras com o dinheiro.

 

Imaginando que poderias escolher uma destas opções, o que preferias: uma coleção de modelos exclusivos da Louboutin, um bilhete VIP para uma final da Champions com o Benfica ou poderes comer o que quisesses e nunca engordar?

Não dá para escolher as três? Bem, então se só pudesse ser mesmo uma queria o bilhete VIP para ver o meu Benfica na final da Champions e para acabarmos, de vez, com a maldição do Bélla Guttman.

 

Que ensinamentos de gestão de dinheiro esperas conseguir passar ao teu filho?


Os mesmos que os meus pais me passaram a mim: não viver acima das minhas possibilidades, não estar sempre com a corda no pescoço por não saber gerir o dinheiro, não gastar mais do que aquilo que posso, ter muito cuidado com os créditos e ir sempre pensando no futuro, pondo algum dinheiro de parte. Os meus pais são ultra responsáveis na forma como gerem o orçamento e sempre fizeram questão de me fazer ver que o dinheiro não cai das árvores, que custa a ganhar, que temos de nos esforçar e, muitas vezes, fazer escolhas. Como quaisquer pais, os meus sempre quiseram o melhor para mim e sempre me tentaram propiciar tudo, mas também nunca tiveram qualquer problema em dizer-me que não era a melhor altura ou que não me podiam comprar as calças X ou os ténis Y. E eu espero conseguir ser assim com o Mateus, não quero que ache que são tudo facilidades e que basta pedir que os pais correm a comprar. Claro que ainda é muito pequenino, nem dois anos tem, mas à medida que for crescendo vai perceber que temos de lutar pelas coisas. Quero que seja um miúdo ponderado, responsável e razoável na forma como gasta o seu dinheiro.

 

Leia também outras entrevistas aqui.

Quem será?

Ba 06.07.15

entrevistado.png

 

Amanhã regressa ao blog a rubrica "10 perguntas a...". A entrevista centra-se sobretudo em temas relacionados com finanças pessoais, poupança e investimentos mas numa óptica 'lifestyle'. No fundo é pôr algumas pessoas a falar de dinheiro, de uma maneira descomplexada. E o engraçado é que se acabam por descobrir algumas histórias curiosas e formas de pensar que, à partida, não nos passariam pela cabeça. E quem será a pessoa a marcar a 'reentré'? Amanhã terão a resposta. Aliás, as 10 respostas!

César Mourão: "Invisto tudo o que tenho no Sporting"

Ba 29.05.13

Cesar_Mourao.jpg

 

César Mourão é um verdadeiro homem multifacetado. Actor, apresentador e comediante, César começou desde cedo a revelar talento para o teatro e imitar pessoas conhecidas. Formado pelo Chapitô, este sportinguista ferreno ficou conhecido pelas suas colaborações com Herman José no programa Hora H e, mais tarde, no programa Fátima, sobretudo pela sua famosa personagem “Carcaça”.

 

Atualmente, além de fazer parte dos “Commedia a la carte”, César Mourão apresenta o programa “Gosto Disto” com Andreia Rodrigues, tendo sido um dos elementos mais emblemáticos do programa “Vale Tudo”.

 

Em entrevista ao Blog As Dicas da Bá, César Mourão explicou qual a sua relação com o dinheiro e onde investiria. Leia a entrevista:

 

Qual a sua relação com o dinheiro?  

Pouca, como a de um primo afastado. Sempre ouvi dizer que quanto menos lhe ligarmos melhor.

 

O que costuma trazer sempre na carteira?

Não gosto de carteiras, tento não usar.

 

O que comprou com o seu primeiro ordenado?

Viagem a Barcelona (creio).

 

Quem é mais gastador: homens ou mulheres?

Depende dos homens e das mulheres, o dinheiro não tem sexo.

 

Qual o objecto que não venderia por dinheiro nenhum?

Simples objectos de família 

 

O que faria se ganhasse o Euromilhões?

Continuava a fazer o que faço mas com mais dinheiro de produção.

 

Qual o melhor investimento que já fez?

Tirando casa, todas as viagens que fiz. Investimento cultural e intelectual

 

Qual o montante que a faria deixar de trabalhar?

Nenhum.

Na comédia é um especialista no improviso, na gestão do orçamento também improvisa ou segue algum plano?

O plano da minha mãe, "finge que tens metade do que tens, e desse dinheiro gasta metade à vontade".

 

Sendo um sportinguista fervoroso, investiria no seu Sporting ou acha mais prudente separar o investimento da emoção?

Invisto tudo o que tenho no Sporting, emocionalmente falando! 

 

Leia mais entrevistas aqui.

 

Acompanhe As Dicas da Bá no Facebook e Instagram e subscreva a newsletter.

José Coimbra: "Lá em casa mando eu mas é ela que manda em mim"

Ba 24.05.13
Começou na rádio ainda estava no liceu, em Santarém. O bichinho ficou na altura e continua até hoje. 

Animador da RFM há vários anos, ganhou mais visibilidade depois de dirigir o "Café da Manhã" com Carla Rocha durante 10 anos, programa que era também conhecido pela famosa rubrica "A Guerra dos Sexos".

Dono de uma voz inconfundível, José Coimbra, atualmente, dá música aos ouvintes da RFM das 9h30 às 13h de segunda a sexta-feira, e ao domingo das 14h às 18h.

Em entrevista ao Blog "As Dicas da Bá", José Coimbra explicou como se relaciona com as suas finanças pessoais. Leia a entrevista:

Qual a sua relação com o dinheiro?
É de grande respeito.

Quem é mais gastador: homens ou mulheres?
Claramente os homens. Por culpa das mulheres.

Quem gere o dinheiro lá em casa?
Lá em casa mando eu mas é ela que manda em mim.

O que comprou com o primeiro ordenado?
Gastei tudo em roupa, ou seja, um par de calças.

Qual o objecto que não venderia por dinheiro nenhum?
Infelizmente não tenho esse objecto se não já o tinha vendido.

O que gostaria de comprar se ganhasse o Euromilhões?
Uma estação de comboios desactivada.

Quando tem dúvidas sobre investimentos, a quem recorre?
Ao meu banco.

Qual foi o melhor investimento que fez?
Um apartamento que comecei a pagar assim que recebi o segundo ordenado, porque o primeiro foi para as calças. Na altura, era miúdo e aquilo custou-me porque o dinheiro ia quase todo para a casa e sobrava pouco para cerveja e outras coisas importantes para quem tem 18 anos.

O que costuma trazer na carteira?
Cartões de desconto, facturas, documentos e algumas moedas.

Se tivesse de escolher uma música como banda sonora para o sistema financeiro, qual seria e porquê?
Os líderes europeus têm feito um excelente trabalho a quebrar a confiança dos depositantes. Nessa medida, escolho uma canção sobre confiança perdida "Breakingthe girl", dos Red Hot Chilli Peppers.

Leia mais entrevistas e acompanhe "As Dicas da Bá" também no Facebook. Clique aqui e faça 'like' da página.

Mafalda Pinto Leite: O meu melhor investimento foi "a educação dos meus filhos"

Ba 29.04.13
É uma das chefs de cozinha portuguesas mais conceituadas. Mafalda Pinto Leite é conhecida por criar pratos simples e práticos, além de recorrer frequentemente a refeições vegetarianas. 

Depois de aos 18 anos ter rumado para a Escócia, onde trabalhou numa cozinha vegetariana, Mafalda seguiu para Nova Iorque para tirar o curso de chefe no Natural Gourmet Institute For Health & Culinary Arts. 

Na Califórnia trabalhou no Chez Panisse, tido pela revista Gourmet como uns dos melhores restaurantes dos EUA. Em 2000, foi para Londres, fazendo parte da equipa do Monte’s, onde Jamie Olivier era consultor e Ben O’Donoghue, chefe. 

A convite do último foi chefe na Books for Cooks, uma livraria gastronómica cujas receitas são executadas na parte de trás da loja.


Desde que regressou a Portugal em 2005 Mafalda já editou vários livros e apresentou o próprio programa de televisão na SIC "Dias com Mafalda".

Atualmente, quem quiser ir acompanhando o seu trabalho pode fazê-lo através da página do Facebook "Dias com Mafalda".

Em entrevista ao Blog "As Dicas da Bá", a chef Mafalda Pinto Leite explicou como consegue gerir o orçamento de uma família com três filhos, e descreveu quais os principais desafios. Leia a entrevista:

Qual a sua relação com o dinheiro?
Eu não sou muito consumidora. Dou prioridade a coisas que os miúdos precisam. Por isso tenho uma boa relação com o dinheiro: gasto o que é necessario e poupo sempre o máximo que consigo.

O que costuma trazer sempre na carteira?
Cartões de utentes dos meus filhos, identificação, cartões de desconto e uma fotografia do meu marido.

Com três filhos qual o principal desafio na gestão do orçamento familiar?
A comida não é um problema. O pior é a roupa, dada a velocidade com que crescem. Parece que todas as estações nada cabe.

O que comprou com o primeiro ordenado?
Tiramisu. Cada final do mês eu e a minha melhor amiga, que trabalhava no mesmo restaurante que eu, íamos a um restaurante italiano mais chique e pedíamos só um tiramisu. Era tão bom! E sentiamo-nos tão crescidas...

Qual o objecto que não venderia por dinheiro nenhum?
Fotografias das minhas avós, as minhas kitchenaids e alguns livros de cozinha.

O que faria se ganhasse o Euromilhões?
Levava os meus filhos ao Six Flags (um parque de diversões na Califórnia, nos EUA). Era uma desculpa para rever as minhas amigas do curso de cozinha e ir a um sítio que adoro. E claro, pagava todas as minhas contas e tentava ajudar quem precisasse.

Qual o melhor investimento que já fez?
A educação dos meus filhos.

Qual o montante que a faria deixar de trabalhar?
Eu adoro criar, cozinhar e fotografar. Penso que não seria feliz se deixasse de fazer o que faço.

Há quem afirme que comer bem é caro. Concorda com a afirmação?
Não! Com 3 filhos fica um pouco caro ir comer fora e, cada vez que o faço , raramente não fico desiludida. Não há nada melhor do que uma refeição feita em casa, com amor e dedicação. É preciso saber escolher os ingredientes. Não é numa loja gourmet que vamos encontrar o melhor, mas sim na praça, no mercado.

Se lhe pedissem para eleger uma receita para uma família que custasse até 5 ou 10 euros, o que escolheria?
Há tantas...desde peixe no forno com legumes, molho branco e batatas até panquecas salgadas com legumes e fiambre (se desejar), ou rolo de carne com legumes e arroz integral. Sou perita em “fazer render” a comida. Tento sempre fazer um prato que seja saudável (que contenha pelo menos 3 legumes de cor diferente), uma proteína (desde carne, peixe ou feijão) e com ingredientes de qualidade mas a um preço acessível. 

Leia mais entrevistas e acompanhe "As Dicas da Bá" também no Facebook. Clique aqui e faça 'like' da página.

Herman José: "A minha profissão, programa e espectáculos são o meu oxigénio (...) o dinheiro não passa de um pormenor"

Ba 23.04.13

As primeiras aparições em televisão aconteceram quando tinha 18 anos no programa "No Tempo em que Você Nasceu", mas a sua estreia no pequeno ecrã dá-se em 1975 com a rábula Sr. Feliz e Sr. Contente, ao lado de Breyner.

 

Desde então, Herman José já fez de tudo: da música ao teatro, do cinema à apresentação de televisão. Um verdadeiro "artista da rádio, TV, disco e da cassete pirata", como diria Toni Silva, a personagem que criou no início dos anos 80.

 

Continua a ser grande referência do humor em Portugal e tem, atualmente, um talk show na RTP 1 aos sábados à noite: Herman 2013.

 

Em entrevista ao Blog "As Dicas da Bá", Herman José explicou como se relaciona com as suas finanças pessoais. No campo dos negócios, da experiência que tem, recomenda separar os negócios da paixão. Leia a entrevista:

 

Qual a sua relação com o dinheiro?

A mesma que a de um motel à beira da estrada com os seus clientes. Relações de curta permanência.

 

O que costuma trazer sempre na carteira?

Carta, documentos, cartões de crédito, e uma nota de 500 Euros para uma emergência.

 

O que comprou com o primeiro ordenado?

Juntei-o aos seguintes e comprei um Alfa Romeo 1750 GTV.

 

Qual o objecto que não venderia por dinheiro nenhum?

A minha casa de Lisboa.

 

O que faria se ganhasse o Euromilhões?

Um terço aplicava, outro terço transformava em imóveis de escritórios para rendimento espalhados pelo mundo, e o terço remanescente estoirava numa quinta no sul de França com helipista para facilitar a ligação com o aeroporto de Nice, uma embarcação Ferretti 870 com um lugar vitalício na marina de Botafoch em Ibiza, e encomendava um Thomas Prescher Triple Axis Tourbillon Regulator em platina.

 

Em que tipo de produtos aplica as suas poupanças?

Teria de me reunir com especialistas. São decisões demasiado complexas para arriscar.

 

Quando tem dúvidas sobre investimentos, a quem recorrer?

Nunca reuni quantias que o justificassem.

 

Qual o melhor investimento que já fez?

A minha quinta de Azeitão. Custou 30.000 Euros em 1982. A zona valorizou imenso de lá para cá.

 

Qual o montante que o faria deixar de trabalhar?

Nenhum. A minha profissão, o meu programa de televisão, os meus espectáculos ao vivo, são o meu oxigénio. Comparativamente, o dinheiro não passa de um pormenor.

 

Já teve negócios em vários ramos de atividade com sucesso. Para alguém que esteja a pensar criar o seu próprio negócio, qual o conselho que daria?

Paixão e negócios não rimam. Há que ter a cabeça muito fria, e deixar de lado todas as subjectividades. Milagres, só mesmo na Bíblia.

 

Leia mais entrevistas e acompanhe "As Dicas da Bá" também no Facebook. Clique aqui e faça "like" da página.

Nova rubrica de entrevistas no blog

Ba 22.04.13
O Blog "As Dicas da Bá" vai inaugurar, na terça-feira, dia 23 de Abril uma nova rubrica de entrevistas com algumas pessoas conhecidas.

Seguindo um formato "10 perguntas a...", a entrevista centra-se sobretudo em temas relacionados com finanças pessoais, poupança e investimento mas numa vertente 'lifestyle'.

Pretende-se assim descobrir, numa conversa informal, como os nossos famosos lidam com os temas relacionados com dinheiro.

Espero que gostem!

Acompanhe "As Dicas da Bá" também no Facebook. Clique aqui e faça "like" da página.