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As dicas da Ba

Um blog 360º com dicas e sugestões para as diferentes áreas da vida.

Qual a melhor opção no crédito à habitação: taxa fixa ou taxa variável?

Ba 12.10.15

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As taxas Euribor, principal indexante utilizado no crédito à habitação, continuam historicamente baixas. Depois de um período em que a concessão de crédito esteve praticamente parada, aos poucos, começa a sentir-se uma retoma nestes empréstimos. E isso sente-se pelo alívio dos ‘spreads’ (taxa de juro que acresce à taxa de mercado – Euribor – e que, na prática, representa a margem de lucro dos bancos) e também em algumas exigências.

 

Há já uns meses que vários bancos começaram a apostar em campanhas de crédito à habitação. Mais recentemente algumas instituições financeiras optaram por lançar campanhas de taxa fixa. Ou seja, permitem ao cliente fixar a taxa de juro durante um determinado período. Quando termina é então adotada uma taxa variável acrescida de ‘spread’ (mas que fica logo indicada no início do contrato).

 

Há já algum tempo que não se viam campanhas de taxa fixa. E porquê? Porque desde final de 2008 (altura em que a taxa Euribor a seis meses superou os 5,4%), as taxas de juro não pararam de cair.

 

A questão que agora se coloca é: quando vão começar as taxas a subir? No mercado fala-se que tudo dependerá da política adotada pelo Banco Central Europeu (BCE). Mas, para já, não se prevê que haja grandes subidas a curto espaço. E, a existir, serão sempre muito ligeiras. A não ser que haja uma mudança abrupta.

 

Se, por um lado, a taxa fixa permite-lhe saber que durante um determinado período de tempo a prestação não muda, por outro, pode custar-lhe mais no final do empréstimo. Já a taxa variável oscila em função das subidas e descidas do mercado. Quando a Euribor aumenta, a prestação sobe, quando a taxa de juro cai, paga menos pelo empréstimo.

 

Se acredita que as taxas vão subir, então fixar a taxa pode ser uma boa opção, caso contrário, é melhor manter-se na variável, porque, se não, estará a pagar um preço muito elevado apenas para a prestação não oscilar.

 

Para os orçamentos já muito estrangulados, fixar a taxa durante um curto período apenas para arrumar a casa pode ser uma solução. Mas tenha atenção, porque os bancos fixam sempre a taxa acima do valor do mercado.

 

Nestas coisas da gestão dos orçamentos familiares não existem verdades universais. Cada caso é um caso, e cada pessoa deve fazer a sua análise pessoal.

 

Deixo-vos aqui as vantagens e desvantagens da taxa variável e taxa fixa

 

Taxa fixa

Vantagem: não está sujeita à volatilidade do mercado, o que permite alguma proteção de uma eventual subida das taxas de juro. Além disso, o facto de saber sempre que vai pagar o mesmo dá-lhe a possibilidade de elaborar corretamente o orçamento familiar sem surpresas por parte do crédito para a casa.

 

Desvantagem: não existe qualquer benefício em caso de descida dos juros. Assim, se caírem, estará a pagar mais no conjunto do empréstimo do que pagaria na opção variável. Por norma, a taxa fixa contratada é sempre superior ao valor da variável na data da contratação e não há garantia que a variável supere o valor da fixa.

 

Taxa variável

Vantagem: permite-lhe acompanhar a evolução do mercado e aproveitar as fases em que a taxa de juro está mais baixa. Por norma, a prestação (no momento de escolha) é mais baixa na taxa variável.

 

Desvantagem: está  sujeita à volatilidade do mercado. Assim, em cada revisão (trimestral, semestral ou anual) a prestação da casa aumenta se a taxa subir, o que pode criar alguma instabilidade.

 

O importante é que avaliem as várias hipóteses e façam as contas antes de tomar qualquer decisão. 

 

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Conheça as taxas máximas de crédito aos consumidores para o 4.º trimestre

Ba 18.09.13
O Banco de Portugal revelou hoje o valor das taxas máximas que poderão ser aplicadas pelas instituições financeiras nos contratos de crédito aos consumidores nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro de 2013.

Desde que foi aprovada uma lei de regime de taxas máximas, que as instituições financeiras passaram a ter um limite para cobrar juros nos vários tipos de crédito aos consumidores. 

 

As taxas máximas para os diferentes tipos de crédito aos consumidores são divulgadas trimestralmente pelo Banco de Portugal. No 4.º trimestre de 2013, vigoram as taxas máximas constantes dos quadros abaixo:

 

 

Estas taxas máximas são determinadas com base nas Taxas Anuais de Encargos Efetivas Globais (TAEG) médias praticadas no mercado pelas instituições de crédito no trimestre anterior, acrescidas de um quarto, não podendo exceder a TAEG média da totalidade dos contratos de crédito aos consumidores, acrescida de 50%.

 

O regime de taxas máximas prevê ainda que a TAEG máxima dos contratos de facilidade de descoberto com obrigação de reembolso no prazo de um mês e que a taxa anual nominal (TAN) máxima das ultrapassagens de crédito sejam iguais à TAEG máxima definida para os contratos de crédito sob a forma de facilidade de descoberto com prazo de reembolso superior a um mês.

 

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Conheça o poder dos juros compostos

Ba 08.04.13

“A força mais poderosa do universo é o juro composto.” Albert Einstein

Investir pensando no retorno obtido com juros simples ou juros compostos pode ser a diferença entre conseguir uma poupança e obter a sua independência financeira. Embora algumas pessoas tenham aprendido como se processa o juro composto, a verdade é que são poucas as que aplicam a filosofia dos juros compostos às suas finanças. Para quem nunca ouviu falar está aqui uma oportunidade de começar a olhar para os seus investimentos de outra forma.

À partida pode parecer ousado dizer que o juro composto pode contribuir para a sua independência financeira, mas o que é certo é que esta foi uma das estratégias utilizadas pelo multimilionário Warren Buffett e está visto onde conseguiu chegar, simplesmente através dos seus investimentos. Buffett mantém-se no topo da lista dos homens mais ricos do mundo.

Basicamente, o juro composto consiste em acumular juros sobre juros, o que acabará por levar a que o capital aumente a cada período de juros. Assim mesmo que invista, por exemplo, 1000 euros no início, e não fizer mais reforços conseguirá obter um maior retorno do que se optar pelo juros simples. Isto porque, o juro simples é calculado apenas sobre o capital inicial, não existindo capitalização de juros.

Para compreender melhor o poder dos juros compostos veja na tabela como crescem 1.000€ ao longo do tempo, mesmo que não reforce mais o seu investimento. Ou seja, mesmo que não aplique mais dinheiro. Ao final de 25 anos, com o juro composto, já terá mais do dobro do que com o juro simples.


No gráfico é visível que, à medida que o tempo passa, a capitalização dos juros compostos faz com que o investimento se distancie do retorno dos juros simples. A partir dos 25 anos de investimento a diferença dispara.


A diferença entre o capital conseguido com juros simples e compostos é notória, como é visível no quadro e gráficos acima, e nem sequer há reforços. Agora imagine se ao capital investido inicialmente juntar o dinheiro da poupança mensal? A diferença será ainda maior.

Mas para compreender melhor a importância entre apenas poupar, e manter o dinheiro parado, e investir, veja a tabela em baixo. Se é daquelas pessoas que até faz uma poupança mensal mas não aplica o seu dinheiro, veja quanto não poderia estar a ganhar se o fizesse.

Com os juros compostos, no longo prazo, terá muito mais dinheiro. Por exemplo, ao final de 30 anos terá mais cerca de 100 mil euros do que se apenas poupasse e deixasse o dinheiro parado no banco. E para este caso nem sequer se está a descontar a inflação, porque se assim fosse, o dinheiro valeria menos ao longo do tempo.

Para quem tem poupanças e pensa em investir fica a dica.

Mais sobre o tema em "Tempos Complicados, Soluções Simples - Aprenda a gerir melhor o seu dinheiro", editado pela Oficina do Livro.

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Saiba como se calcula a prestação da casa

Ba 02.03.13
A prestação da casa vai ficar mais barata para os contratos revistos em Março, que tenham a Euribor a seis meses como indexante. Num crédito à habitação de 100 mil euros a 30 anos a descida será de 12 euros. No entanto, para quem revê o empréstimo no mesmo mês mas tem o crédito com Euribor a três meses a tendência será inversa, ou seja, irá subir 1,5 euros.

Por vezes há alguma confusão sobre se a prestação vai subir ou descer quando, diariamente, ouvimos que a Euribor - taxa indexante do crédito à habitação - subiu ou desceu no dia.


Para calcular a prestação da casa não é tida como base a cotação diária da Euribor, mas sim da média desta taxa de juro. Esta é a razão pela quando a Euribor sobe num dia ou desce noutro estes movimentos não têm efeitos imediatos na prestação da casa. É a média mensal da Euribor que vai interferir com o valor da prestação. 

Se quiser calcular a prestação da casa terá de fazer a média aritmética das cotações diárias e dividir pelo número de dias. Ao chegar a um valor já sabe qual é a média mensal desse mês. No crédito para habitação tem sempre efeito a média mensal do mês anterior ao da revisão.

Não adianta pensar se a média mensal da Euribor caiu ou desceu em Abril, o que só teria efeitos em quem revê o contrato em Maio, se a sua revisão é só em Dezembro. Terá, por essa razão, de saber a periodicidade da sua prestação e, para isso, basta saber qual o indexante.

Se for a Euribor a três meses, significa que o seu contrato é revisto trimestralmente, se é a Euribor a seis meses, apenas de seis em seis meses é revisto o contrato. Se for a Euribor a 12 meses, apenas terá uma revisão por ano. E no mês que for fazer a revisão será tida em conta a média mensal do mês anterior. Ou seja, se a revisão do seu contrato é feita em Outubro, o banco irá calcular a média mensal da Euribor do mês de Setembro (seja a taxa com um prazo de três ou seis meses). Isto porque existe uma cotação diária das taxas Euribor independentemente do prazo. 

De segunda a sexta-feira há uma cotação que é divulgada todas as manhãs para as taxas Euribor dos diferentes prazos (uma semana, três, seis, 12 meses, etc).

Fica aqui a dica para quem queira fazer as suas próprias contas.

Leia estes e outros conselhos em "Tempos Complicados, Soluções Simples - Aprenda a gerir melhor o seu dinheiro", editado pela Oficina do Livro.

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Amortizar ou investir?

Ba 25.02.13


Devo amortizar o empréstimo ou investir o dinheiro? Esta é uma dúvida que oiço muitas vezes, sobretudo quando as pessoas conseguem algum dinheiro extra (rendimento, subsidio de férias, etc).
 
Claro que cada caso é único e as contas são sempre necessárias. No entanto, de uma forma simples, a melhor maneira de começar a avaliar qual a opção mais vantajosa é comparando a taxa que está a pagar, pelo empréstimo, com o juro que irá conseguir receber se investir o dinheiro (claro que no caso do mercado accionista é imprevisível).
 
Mas diminuir o peso das dívidas, sobretudo quando estas acarretam o pagamento de juros, é claramente uma boa escolha. Desta forma, se tiver algum dinheiro de parte, ou conseguir constituir uma poupança a dica é aproveitar para amortizar os créditos, começando pelos que têm o juro mais elevado.
 
Afinal, mesmo que esteja a ganhar 3% ao ano num depósito, se tiver uma dívida com juros de 20%, está a perder dinheiro, uma vez que está a pagar um juro mais elevado do que o banco o remunera a si.


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