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As dicas da Ba

Um blog 360º com dicas e sugestões para as diferentes áreas da vida.

Como definir os objetivos de poupança para 2017

Ba 28.12.16

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Quer poupar para quê? Esta deve ser uma das primeiras questões que deve conseguir responder objetivamente quando inicia um plano de poupança. As boas práticas das finanças pessoais recomendam que se tenha um fundo de emergência. Mas é só para isso que quer poupar? Se eu quiser ir de férias, não conta? Claro que conta. Por isso é importante que defina diferentes tipos de objetivos e faça as suas próprias “cestas” de poupança.

 

A Agenda da Poupança pode ajudá-lo a definir estes e outros objetivos. Em todo o caso, deixo-lhe cinco dicas para o ajudarem a definir os seus objetivos de poupança:

 

1) Deve definir qual o montante que pretende poupar todos os meses ou mesmo quando recebe um dinheiro extra.

 

2) Definir as várias cestas de poupança. Pode ter uma conta para o tal fundo de emergência, ou seja, para prevenir imprevistos. Depois pode ter uma cesta de poupança de mais longo prazo, por exemplo, dedicada à reforma e pode ainda ter uma cesta dedicada a  uma viagem, algo que lhe dê satisfação e que também funcione como um incentivo.

 

3) Definir quanto do dinheiro que conseguiu poupar irá canalizar para cada uma das cestas. Pode dividir em partes iguais, ou destinar um mês a cada uma das ditas cestas. E podem existir tantos objetivos quanto quiser.

 

4) É importante definir, em função do seu perfil de risco e horizonte temporal do objetivo em que produtos financeiros irá aplicar o sue dinheiro. Por exemplo, o fundo de emergência poderá estar numa conta à ordem ou depósito a prazo. O dinheiro para a reforma pode estar investido num produto de mais longo prazo, e assim sucessivamente.

 

5) Por fim, encontrar qual o método de poupança mais indicado para cada objetivo. Por exemplo, vou aproveitar o Desafio das 52 Semanas para fazer uma poupança para uma viagem. E com uma poupança fixa mensal vou reforçar o meu fundo de emergência. Para a cesta da reforma vai um montante fixo e mais baixo. E isto dá para fazer com vários montantes tanto posso dividir 150 euros por três cestas, de forma igual, como 30 euros. 

 

O planeamento financeiro é determinante para uma boa gestão das finanças pessoais. Ninguém diz que é fácil mas o importante é tentar. Se não conseguiu este ano que tal tentar para o próximo?

 

Vamos aproveitar aquela força que todos temos das resoluções para iniciar 2017 com as finanças em dia. Quem quiser pode aproveitar também para participar no Workshop Intensivo de Finanças Pessoais que vai acontecer a 28 de Janeiro, no Porto. Vão ser dadas várias ferramentas e dicas para que os participantes possam mudar a sua maneira de olhar para as finanças pessoais e começar a ver o dinheiro a crescer.

 

Fica a dica!

Boas Poupanças!

 

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Um quinto dos portugueses não faz qualquer controlo do seu orçamento

Ba 24.03.15

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Um quinto (20%) dos consumidores não fazem qualquer gestão do seu orçamento familiar. Esta é uma das conclusões do estudo Cetelem sobre a Literacia Financeira dos portugueses. Em relação a 2014, verifica-se um aumento muito significativo deste aspeto, uma vez que no ano anterior apenas 2% dos inquiridos confessava não controlar os seus ganhos e gastos. A análise mostra ainda que a consulta do extrato bancário continua a ser a forma de controlo preferida dos portugueses.

 

Questionados sobre a forma como fazem a gestão do orçamento familiar, a maioria dos portugueses (61%) diz consultar regularmente o extrato bancário. Já nos anos anteriores os consumidores mostravam uma clara preferência por esse método de controlo: em 2013 eram 56% a consultar de forma regular o extrato bancário, em 2014 cerca de 70%.

 

Face aos anos anteriores, verifica-se um aumento de consumidores a recorrer à ajuda do seu gestor de contas. Atualmente, 7% dos consumidores dizem optar por esse método, mais do que em 2013 e 2014, quando eram apenas 2%. Pelo contrário, a utilização de uma tabela de controlo de gastos perdeu adeptos, tendo passado dos 21% no ano passado para os atuais 7%. O recurso a ferramentas de check up financeiro permanece residual: menos de 1% dos consumidores usa esse método.

 

O extrato bancário é uma boa forma de irmos vendo o dinheiro que sai da conta mas não permite um controlo verdadeiro. Isto até porque a maioria do dinheiro que levantamos é exatamente aquele que não fazemos a mínima ideia de onde gastámos. Quantas vezes não vos acontece levantarem 10 ou 20 euros de manhã, a meio da tarde abrirem a carteira, olhar e verem apenas umas moedas e pensar: “Mas onde é que eu gastei o dinheiro?”.

 

É por isso que fazer um orçamento é tão importante. Só mesmo detalhando tudo, desde um café até à prestação da casa é possível identificar despesas, por vezes desnecessárias, e cujo valor poderíamos aproveitar para outro propósito. Eu própria apanhei esse susto quando comecei a fazer o orçamento de forma detalhada há uns bons anos.

 

Controlem o vosso dinheiro. Quem sabe se não é nessas pequenas despesas que está a possibilidade de começar a poupar?

 

Fica a dica.