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As dicas da Ba

Um blog 360º com dicas e sugestões para as diferentes áreas da vida.

O nosso contributo para os patudos da UPPA

Ba 17.11.16

 

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Conheci a Sandra Vicente, recentemente, a propósito de um projeto sobre mulheres inspiradoras que envolveu as mulheres do The Woffice.

 

Tal como vos dei a conhecer aqui, há cerca de nove anos a Sandra decidiu fundar, com a prima, a UPPA - União Para a Proteção dos Animais. O trabalho que têm feito nesta associação com os patudos – como a Sandra carinhosamente lhes chama – é verdadeiramente notável. Há amor em cada pedaço do albergue, um espaço onde os animais são tratados com todo o carinho e com condições bastante dignas. No entanto, como diz a Sandra, há sempre espaço para melhorar. E é aqui que podemos contar com toda a vossa ajuda, de uma forma bastante simples.

 

A Multipet lançou um passatempo na sua página de Facebook e a UPPA está a participar. Quem quisesse podia enviar uma frase publicitária alusiva à Multipet e aos animais. A frase com mais gostos na página Multipet é a vencedor e recebe 800 euros em produto à escolha (canil, gatil, viveiro ou desconto na aquisição de um estábulo).

 

A frase da UPPA está aqui. Passem por lá e ponham gusto. Os animais agradecem. Muito importante: também têm de gostar da página da Multipet, caso contrário a frase da UPPA não será válida.

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(FOTO: AfterClick) 

Mulheres inspiradoras: A Sandra e os seus patudos

Ba 08.11.16

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Recentemente falei-vos do desafio que foi lançado às mulheres do The Woffice, em que tivemos de encontrar mulheres inspiradoras. Pedimos sugestões e recebemos muitos nomes (obrigada!). Um dos nomes sugeridos foi o da Sandra Vicente.

 

Eu não conhecia a Sandra mas depois de passar alguns dias com ela percebi porque me indicaram esta mulher inspiradora. A causa que a Sandra abraça nem sempre é falada. Aliás, é muitas vezes esquecida e, talvez por isso, a Sandra tenha ficado comovida com a escolha.

 

A causa da Sandra são os animais, mais propriamente os cães. Há cerca de nove anos, juntamente com a prima, quis ir mais longe na ajuda aos seus patudos, como gosta de lhes chamar, e resolveu fundar a UPPA - União Para a Proteção dos Animais.

 

A Sandra Vicente é jurista, tem dois filhos e divide a sua vida entre casa, trabalho e ainda os seus grandes amigos de quatro patas.

 

Quando a Sandra está no meio dos seus amigos tudo se resume a um sentimento: amor! A Sandra fala dos seus animais com amor. E digo seus porque apesar de estarem no albergue a Sandra cuida dos seus amigos de quatro patas como se fossem família. Para ela são. Sabe o nome e a história de todos os cães que estão, e estiveram, na UPPA.

 

Vê-la no meio dos seus animais é enternecedor. Os patudos seguem-na com os olhos para todo o lado. É incrível como conseguimos perceber que há amor no olhar daqueles cães. É verdadeiramente inspirador o trabalho que a Sandra faz e agradeço-lhe a partilha da sua história.

 

Também agradeço à Activia por nos permitir contar estas histórias. Claro que há muito mais histórias para contar, claro que todas temos mulheres inspiradoras mesmo ao nosso lado. Espero que todas nos consigamos manter inspiradas para também inspirar outras pessoas.

As seis mulheres inspiradoras!

Ba 05.10.16

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Lara Vidreiro, Filipa Neto, Sandra Vicente, Mónica Alves Pereira, Raquel Brinca e Filipa Elvas. Foram estas as mulheres inspiradoras que decidiram partilhar as suas histórias com as mulheres do The Woffice. Todas têm vidas e experiências diferentes, todas são inspiradoras por diversos motivos.

 

Como já vos tinha dito, e até vos pedi ajuda, nos últimos meses andámos à procura de mulheres inspiradoras para contarmos as suas histórias. O desafio foi lançado pela Activia e, mais do que mulheres famosas, a Activia pretendia que encontrássemos mulheres como qualquer uma de nós que, por algum motivo, fossem uma inspiração. Foram muitos os emails e mensagens que todas as quatro recebemos e acreditem que não foi nada fácil escolher.

 

A cada uma das The Woffice coube a tarefa de entrevistar e acompanhar as mulheres, enquanto a nossa Inês registou tudo em fotografia, daquela maneira e com aquele olhar pela objetiva que só ela sabe fazer.

 

Eu tive o privilégio de acompanhar três mulheres magníficas. A dupla Lara e Filipa e a Sandra. Estas três mulheres partilharam um pouco da sua história.

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Hoje vou falar-vos um pouco mais das Chic – como carinhosamente são conhecidas a Lara e a Filipa. Quanto à Sandra ficarão a conhecê-la um pouco melhor em breve.

 

A Lara e a Filipa são um exemplo de audácia, persistência e empreendedorismo. Estas duas jovens mulheres personificam o que é estar em sintonia, com elas próprias, e uma com a outra. O trabalho que as Chic têm feito é notável e, para quem não sabe, elas são mesmo um caso de estudo entre as startups internacionais. Começaram do nada e hoje são a referência no mundo da moda, nomeadamente no aluguer de vestidos. E aqui deixo-vos um bocadinho mais delas:

Ontem foi a vez de darmos a conhecer ao mundo todas estas mulheres, no evento de rebranding da marca Activia que tem como nova assinatura “viver #insync”, ou seja, viver em sintonia. O evento foi no Darwin’s Café, na Fundação Champalimaud, e foi apresentado pela Júlia Pinheiro.

 

Para este projeto, tanto a Sandra, como a Lara e a Filipa foram-me sugeridas por outras pessoas. Eu não as conhecia. Mas posso dizer-vos que fiquei inspirada pelas três. São três mulheres espetaculares e com uma energia contagiante. Às três agradeço a partilha e a inspiração. Assim como às minhas companheiras The Woffice – Ana, Inês e Sónia. Estas minhas três mulheres são também uma inspiração para mim e agradeço ao Universo que nos tenha cruzado, e juntado, às quatro. Engane-se quem pense que 4 mulheres não podem viver em sintonia. Na realidade, só neste projeto foram 10 mulheres em sintonia. Obrigada a cada uma delas!

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Fotos: Pau Storch

Mulher inspiradora: Sandra Vicente

Ba 29.09.16

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O desafio foi lançado pelas mulheres do The Woffice e foram muitas as histórias que nos chegaram. Depois de, recentemente, vos ter revelado duas mulheres inspiradores é a vez de vos falar de mais uma mulher que é uma inspiração para pessoas, e também para os animais.

 

A Sandra Vicente é jurista, tem dois filhos, e além da correria normal do dia a dia entre casa e trabalho, ainda divide uma parte substancial da sua vida com os amigos de quatro patas.

 

Depois de vários anos a realizar ações individuais, há cerca de 9 anos a Sandra juntou-se a um grupo de amigos para lutar pelos direitos dos animais, para lhes dar voz. Foi assim que nasceu a UPPA - União Para a Proteção dos Animais que, desde 2013, conta com um albergue que acolhe os animais com todo o amor, carinho e tranquilidade.

 

Em breve vão poder ficar a conhecer um pouco mais desta mulher inspiradora, assim como do projeto que desenvolveu e que tanto tem feito pelos animais. Fiquem atentos!

Não é uma mulher inspiradora. São duas!

Ba 26.09.16

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Recentemente, as mulheres do The Woffice lançaram um pedido: que nos indicassem histórias de mulheres inspiradoras para que as pudéssemos conhecer um pouco melhor. Foram várias as dicas e sugestões de nomes, o que tornou a escolha ainda mais difícil. Hoje vou apresentar-vos não uma, mas duas mulheres inspiradoras. São mais conhecidas como as Chic by Choice, que é o nome da empresa que fundaram.

 

A Filipa Neto e a Lara Vidreiro são duas jovens mulheres que decidiram avançar com um negócio próprio, quando a maioria dos colegas da Faculdade optava por escolher outro tipo de funções e áreas. As duas lançaram há dois anos a Chic by Choice, uma startup portuguesa que se dedica ao aluguer de vestidos internacionais.

 

Contra todas as adversidades, a Filipa e a Lara conseguiram implementar um negócio que é hoje um sucesso e um case study no mundo das startups. A história destas duas jovens mulheres é inspiradora e, em breve, vão poder ficar a conhecer um pouco mais da Filipa e da Lara. Fiquem atentos!

 

Há para aí mulheres inspiradoras?

Ba 15.09.16

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As mulheres do The Woffice precisam da vossa ajuda. E para o quê? Para nos ajudarem a encontrar mulheres com histórias inspiradoras, mulheres empreendedoras, mulheres daquelas de fibra, de garra, que fazem as coisas acontecer.

 

Nós deste lado já iniciámos as nossas pesquisas e até já tivemos umas ideias mas precisamos que nos ajudem. Podem ser mulheres de diferentes idades e áreas, com diferentes profissões e interesses, e com as mais variadas histórias de vida. No fundo, o que queremos é conhecer a história de mulheres que fazem a diferença.

  

Claro que por esta altura vocês já devem andar aí a perguntar-se o que estamos a preparar. Pois bem, ainda não podemos revelar mas a vossa ajuda vai ser decisiva. Podemos contar convosco?

 

Partilhem connosco as histórias e expliquem porque razão são inspiradoras.

Venham daí essas mulheres!

Roberta Medina: "O português é mais poupado que o brasileiro"

Ba 21.04.16

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Nasceu no Brasil mas o coração já se divide entre Portugal e Terra de Vera Cruz. É a mulher responsável por um dos maiores eventos de música e já conquistou há muito o público português com o seu sorriso e carisma. Roberta Medina é a vice-presidente do Rock in Rio e, nos últimos dias, tem andado numa verdadeira correria já que Lisboa vai ser palco de mais um evento do Rock in Rio nos dias 19,20, 27, 28 e 29 de Maio.

 

Aproveitámos uma das apresentações do Rock in Rio para saber como Roberta lida com as suas finanças pessoais. Leia a entrevista ao blog As Dicas da Bá:

 

Qual a sua relação com o dinheiro?

A minha relação com o dinheiro é prática. Uma coisa que sempre foi importante na minha educação, em casa, é que não importa se é mais ou menos dinheiro tem que levantar, tirar a mesa, arrumar a casa, limpar, etc. Tinha uma consciência muito grande do valor das pessoas. O dinheiro podia ir ou vir mas existiam coisas muito mais importantes. E que nós tínhamos, acima de tudo, de ter uma atitude muito proativa em relação à vida. Acho que tive a benção de crescer sem passar por nenhuma necessidade, não sei o que é isso, mas tenho um compromisso muito grande. Não é que não use o meu dinheiro. Eu trabalho e ganho o meu dinheiro, e tenho esse direito de usar mas acho que ele traz responsabilidades também. Até porque há muita gente no mundo que não tem.

 

O que costuma trazer sempre na carteira?

Carteira, caneta, telemóvel, batom. Tralha, né? (risos).

 

Quem é mais gastador: homem ou mulher? E como é lá em casa?

Eu não sei. Eu não gosto muito dessa questão do género porque não é verdade que é um ou outro. Existem homens que gastam muito, e existem mulheres que gastam muito. Agora lá em casa, acho que eu. Mas também sou eu que faço a gestão das coisas da casa, tenho que gastar mais. (risos)

 

Lembra-se do que comprou com o primeiro ordenado?

Eu lembro que o primeiro salário que eu tive, e eu ganhava pouquinho, foi como assistente, de assistente, de assistente no Barra Shopping. E, na altura, o meu pai parou a mesada e eu passei a assumir as responsabilidades. Eu tinha 17 anos. Eles pagavam a faculdade e, a partir de determinadno momento passei a pagar tudo desde a gasolina, seguro de saúde, etc. Assumi muito os gastos que eles tinham comigo.

 

Qual foi o melhor investimento que fez?

Acho que o meu cachorro (risos). Isso é uma brincadeira, né? Investimento sério acho que sempre nas coisas essenciais, na saúde, etc. Eu brinco que foi meu cachorro porque foi ele que escolheu o marido, e com o marido veio a filha linda e fofa. O cachorro foi espetacular (risos).

 

Qual o valor que a faria deixar de trabalhar?

Não tem a ver com valor. Eu tenho uma busca eterna por plenitude, e isso não tem a ver com valor financeiro, nem com o que se faz. Tem a ver com o que quer que você esteja fazendo, seja dona de casa, vendedora de loja, empresário, vocês esteja muito inteira naquilo. Por isso, acho que não tem assim um valor.

 

E que objeto é que não venderia por dinheiro nenhum?

Objeto? Eu não sei se tinha alguma objeto que não venderia por dinheiro nenhum. Eu não consigo pensar em nada agora porque acho que depende. É que dinheiro nenhum dá uma dimensão muito alargada. E aí eu acho que o objeto pode perder sentido, perto de uma coisa muito melhor que você pode fazer com esse dinheiro que vem. Imagina que é uma coisa muito importante que você vai poder realizar o sonho de muitas pessoas, que vai fazer bem para muita gente, vai o objeto.

 

Português ou brasileiro: quem é mais poupado?

Acho que o português é mais poupado que o brasileiro

 

Qual foram os melhor conselhos, a nível financeiro, que alguma vez recebeu?

Não consigo dizer um conselho financeiro, acho que tem muito a ver com a educação que tivemos em casa. Acima de tudo não dar demasiado valor ao dinheiro, e às coisas materiais.

 

E que conselho gostaria de deixar para a sua filha?

Que ela não leve dinheiro muito a sério. Que temos de trabalhar, de ter dinheiro, que vivemos em sociedade e o dinheiro é uma moeda importante. Eu costumo dizer que gostaria que existissem duas moedas: uma que fosse dedicada a saúde, comida, casa, educação, e o resto para fazer outras coisas. O que é disparatado é que o mesmo dinheiro que compra uma coisa muito cara, que é um objeto de luxo, é o dinheiro que alimenta alguém. Isso não devia ser assim. O que é importante é ela entender o que realmente tem valor no mundo, são as pessoas, o ser humano, a saúde. Acima de qualquer coisa. Já o dinheiro: toca a trabalhar para correr atrás, fazer por ele. Afinal quantos exemplos de pessoas nós conhecemos que tiveram o dinheiro de uma forma muito fácil e perdem a motivação. E deixam de ter vontade. Nós hoje estamos numa sociedade bastante alterada em termos de valores. Mesmo no Brasil com a diferença social grande que existe, tive uma experiência de perguntar para uma pessoa que mora na favela, em condições ruins: “Mas o que é que você quer?” “Um tablet.” Está tudo alterado. Ela acha que é a referência de sucesso - óbvio que não é só isso. Mas a primeira coisa que respondeu foi um tablet. E não é um tablet. Devia ser primeiro a escola do filho, uma casa melhor, sei lá. Tinha tantas coisas que podiam entrar antes. Estamos numa sociedade de valores alterados. E o que eu espero é que a Lua (a filha), ou se tiver mais filhos, pelo menos estejam bem alinhados no que realmente tem valor

 

Leia também outras entrevistas aqui.

 

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A entrevista da Bá ao SAPO Blogs

Ba 07.12.15

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A equipa do SAPO Blogs desafiou-me para uma mini-entrevista. É sempre estranho estar do lado de quem responde, em vez de quem pergunta.

 

Quem é a Bá que dá as dicas?

A Bá é uma mulher dos sete ofícios, como tantas outras. Sou jornalista, especialista em finanças pessoais, formadora, mulher, mãe de dois rapazes e aspirante a voltar a ser desportista com mais regularidade (diz que já fui atleta federada de hóquei em patins), mas quando o meu querido joelho me deixar.

 

Podem ler toda a entrevista aqui.

 

Beatriz Rubio: "Tudo o que se faz com paixão produz resultados"

Ba 21.07.15

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Nasceu em Saragoza, em Espanha, e está em Portugal há 20 anos. Beatriz Rubio é licenciada em Economia e Gestão de Empresas e lidera os destinos da Remax Portugal juntamente com o marido, Manuel Alvarez.

 

Dona de um entusiasmo contagiante, Beatriz Rubio é o motor motivacional dos seus trabalhadores e também em outras organizações onde dá palestras. Foi distinguida como Mulher de Negócios em 2014, e recentemente, revelou ao Dinheiro Vivo qual o grande objetivo para este ano: contratar mais de 500 pessoas.

 

Em entrevista ao Blog "As Dicas da Bá", Beatriz Rubio explicou como se relaciona com as suas finanças pessoais. Leia a entrevista:

 

O que costuma trazer sempre na carteira?

A nível das finanças eu sou uma pessoa disciplinada e cautelosa. Na verdade, sempre gostei de poupar para ter algum dinheiro de lado num momento mais difícil. Como tal, o meu lema é viver bem mas sempre no fim do mês com alguma pequena poupança que ao longo dos anos se torna num bom mealheiro.

 

Quem é mais gastador: mulheres ou homens?

Tradicionalmente, as mulheres compram muito mais por impulso do que os homens, que compram de forma mais racional, mas terminam por comprar mais caro, pois é para toda a vida. Uma mulher jovem, devido à oferta existente neste momento não compra para toda a vida, compra algo que lhe fique bem, ou até pode ser espetacular mas depois de algum tempo substitui por algo novo.

 

Lembra-se o que comprou com o seu primeiro ordenado?

Com o meu primeiro ordenado ofereci a mim mesma um prémio! Fui a Londres com o meu namorado, o meu atual marido, e isto porque eu adoro viajar!!!! Desde sempre que poupo dinheiro para aplicar em viagens.

 

O melhor investimento que fez?

Vir a Portugal e ficar, pois deu me a possibilidade de comprar Remax, em Espanha já estava comprado.

 

Qual o montante que o faria deixar de trabalhar?

Neste momento eu trabalho por paixão, gosto mesmo do que faço e gosto de trabalhar, por isso não existe montante nenhuma que me fizesse deixar de trabalhar. O dia em que eu deixar de trabalhar será por ter uma paixão maior por algo.

 

Qual foi a casa mais cara que alguma vez vendeu?

A casa mais cara vendida na Remax foi por 8 milhões de euros.

 

Como é a sua casa ideal?

A minha casa ideal é uma casa funcional onde possamos estar a gosto em família, cada um com o seu espaço, mas ao mesmo tempo todos juntos e que a convivência seja muito boa. Seja uma moradia ou um apartamento, é importante ter um pequeno espaço exterior, de forma a poder realizar churrascos com amigos e ter uma pequena horta.

 

Uma espanhola que se apaixonou por Portugal possivelmente terá um coração Ibérico. Mas nas finanças, quem gere melhor o dinheiro: portugueses ou espanhóis?

Acho que os espanhóis são muito mais gastadores, só o hábito da cervejinha e umas tapas no fim do dia faz com que ao fim do mês se gaste muito dinheiro. Porém aumenta muito o convívio e as relações interpessoais.

 

Já recebeu vários prémios que a distinguiram como empresária. Conseguiu pôr a crescer uma empresa, durante a crise, que se insere num dos sectores mais afetados. Qual o segredo, e as dicas, para o sucesso?

O segredo de pôr uma empresa a faturar em tempos de crise passou por conseguir que as pessoas interiorizassem o seu principal valor, a força de vencer que está dentro delas e conseguir isso, através do foco no seu interior e relegando para segundo plano o que acontece no exterior. Foi fundamental também criar uma cultura muito nossa, na qual a Remax e todos e cada um de nós que trabalhamos por esta marca se revissem. E, por último, tudo o que se faz com paixão produz resultados.

 

Qual o objecto que não venderia por dinheiro nenhum?

Deixei para o fim aquilo que é mais difícil, o que nunca venderia por dinheiro....Talvez uma casa que tenho no Ribatejo e que eu considero como o meu lugar de repouso... E nunca venderia o meu coração por dinheiro. Sou uma mulher capaz de gerar dinheiro nas minhas empresas e por isso o meu coração é dado ao Amor e não ao dinheiro.

 

Leia também outras entrevistas aqui 

Ana Garcia Martins: “Sou incapaz de gastar o que não tenho (…) ou viver acima das minhas possibilidades ”

Ba 07.07.15

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Aquele que era apenas um diário de desabafos transformou-se num dos blogs mais lidos em Portugal: "A Pipoca Mais Doce". O sucesso levou esta benfiquista ferrenha a trocar de carreira. Deixou a Time Out, e o jornalismo, e avançou para um novo desafio. Assumiu uma profissão, na altura, ainda completamente nova em Portugal: blogger.

 

Mais de 10 anos depois, a “Pipoca” (como é conhecida na blogosfera) já é muito mais do que uma blogger. É uma empreendedora. “A Pipoca Mais Doce” é hoje uma marca. Uma loja, vernizes, sapatos, jóias, livros e muito mais.

 

Em entrevista ao Blog "As Dicas da Bá", Ana Garcia Martins explicou como se relaciona com as suas finanças pessoais. Leia a entrevista:

 

Qual a tua relação com o dinheiro?

Acho que é uma relação saudável e equilibrada. Acho que, sempre que possível, o dinheiro deve servir para nos proporcionar algumas coisas que nos fazem felizes (viagens, jantares, concertos), mas acho também que não deve ser gasto de forma displicente ou irresponsável. Procuro fazer uma gestão ponderada do meu orçamento, reservo sempre uma parte para a conta poupança, mas se me apetecer comprar uma carteira ou uns sapatos também o faço. Mas sou incapaz de gastar o que não tenho, recorrer a créditos ou viver acima das minhas possibilidades. 

 

O que costumas trazer na carteira?

Ui, tanta tralha. Para além de todos os cartões (multibanco, seguro de saúde, cartão do cidadão, carta de condução, cartão do Benfica), ando sempre cheia de talões, vales de desconto, cartões de pontos, cartões de visita, documentos do carro... Por mais que tente manter a carteira em ordem e por mais limpezas que faça, ao fim do dia já voltei ao caos.


 

Sabendo-se que os sapatos são uma das tuas paixões, reservas uma parte do seu orçamento para estes?


Gosto muito de sapatos, mas a compra dos mesmos não é uma coisa estabelecida por lei. Se gostar de uns sapatos e os puder comprar, compro. Se não der, fica para uma altura mais propícia ou até acabo por me esquecer. 

 

Lembras-te do seu primeiro ordenado e o que compraste com ele?


O primeiro dinheiro que ganhei foi a fazer trabalhos de hospedeira, em eventos. Era miúda, teria uns 16 anos e, provavelmente, gastei o dinheiro em roupa. O meu primeiro ordenado mais a sério foi como jornalista, há doze anos, e lembro-me que o depositei quase todo na conta poupança. Na altura vivia com os meus pais, não tinha grandes despesas, era mais fácil poupar.

 

Em que tipo de produtos aplicas as tuas poupanças?


Tenho uma gestora de conta que me vai dando dicas sobre algumas aplicações que considera mais rentáveis. Aceito e sigo alguns conselhos, outros nem por isso . Não sou muito de arriscar nem de me atirar para investimentos loucos, prefiro ter o dinheiro seguro e à vista, para qualquer eventualidade. Tenho alguns planos a cinco anos e considero começar a fazer PPRs. Assusta-me muito a ideia de não saber que reforma terei, ou se terei, cada vez mais penso no futuro. Então depois de se ter um filho acho que é mesmo impensável não estar sempre a equacionar estas questões.

 

Se ganhasses o Euromilhões o que farias?


Penso tantas vezes nisso. Curiosamente, sempre que me imagino milionária penso mais no que daria aos outros do que naquilo que faria para mim. Imagino-me sempre a comprar um prédio novinho em folha, reunir os amigos todos, dar uma chave e cada um e dizer "aqui têm, esta casa agora é vossa". Para a maioria das pessoas, a prestação da casa leva-lhes a maior fatia do orçamento familiar, por isso eu gostava de tirar esse peso aos que me são mais próximos. Pelo meio ainda lhes deixava a conta recheada, para que pudessem viver confortavelmente. Quanto a mim, deixava imediatamente de trabalhar e dedicava-me a passar tempo de qualidade com o meu filho, a viajar, a ler, a ver filmes, e a dedicar-me a projectos de solidariedade ou filantrópicos. Acho que seria uma bela vida. 

 

O melhor investimento que fizeste?


Livros, viagens e estudos. São três formas de aprender e que me deixam muito realizada. Por mais apertado que o orçamento pudesse estar lá em casa, os meus pais nunca me negaram um livro e hoje em dia continuo a comprar mesmo muitos, nunca é dinheiro mal gasto. Quanto às viagens, costumo dizer que trabalho para poder viajar, há poucas coisas que me dêem tanto prazer. Relativamente aos estudos, ciclicamente sinto vontade de voltar à escola e reciclar conhecimentos, por isso lá vou eu fazer mais uma pós-graduação (já vou em três). Agora que penso na questão investimento, acho que também podemos inserir um filho nessa categoria. É um investimento - de tempo, de dinheiro, de afecto -, mas é, sem dúvida, o melhor investimento da minha vida.

 

Para os investimento recorre às dicas dos amigos ou investes por ti?


Tal como disse, não sou muito investir, não ligo ao mercado bolsista nem a nada dessas coisas. Sou mariquinhas no que toca a grandes aventuras com o dinheiro.

 

Imaginando que poderias escolher uma destas opções, o que preferias: uma coleção de modelos exclusivos da Louboutin, um bilhete VIP para uma final da Champions com o Benfica ou poderes comer o que quisesses e nunca engordar?

Não dá para escolher as três? Bem, então se só pudesse ser mesmo uma queria o bilhete VIP para ver o meu Benfica na final da Champions e para acabarmos, de vez, com a maldição do Bélla Guttman.

 

Que ensinamentos de gestão de dinheiro esperas conseguir passar ao teu filho?


Os mesmos que os meus pais me passaram a mim: não viver acima das minhas possibilidades, não estar sempre com a corda no pescoço por não saber gerir o dinheiro, não gastar mais do que aquilo que posso, ter muito cuidado com os créditos e ir sempre pensando no futuro, pondo algum dinheiro de parte. Os meus pais são ultra responsáveis na forma como gerem o orçamento e sempre fizeram questão de me fazer ver que o dinheiro não cai das árvores, que custa a ganhar, que temos de nos esforçar e, muitas vezes, fazer escolhas. Como quaisquer pais, os meus sempre quiseram o melhor para mim e sempre me tentaram propiciar tudo, mas também nunca tiveram qualquer problema em dizer-me que não era a melhor altura ou que não me podiam comprar as calças X ou os ténis Y. E eu espero conseguir ser assim com o Mateus, não quero que ache que são tudo facilidades e que basta pedir que os pais correm a comprar. Claro que ainda é muito pequenino, nem dois anos tem, mas à medida que for crescendo vai perceber que temos de lutar pelas coisas. Quero que seja um miúdo ponderado, responsável e razoável na forma como gasta o seu dinheiro.

 

Leia também outras entrevistas aqui.